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Verdade libertadora


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TEMPO DE REFLETIR 1736 – 2 de outubro de 2018

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Todas as coisas do mundo natural perecem. As riquezas levam voo. A fama é apenas um fôlego. O amor humano é incerto e limitado. A juventude, a saúde e o prazer, todos eventualmente nos abandonam. Portanto, se todas as coisas terminam em pó e desapontamento, elas não podem ser o bem final da existência nem as prioridades que absorvem toda nossa atenção e energia. Necessitamos de vida não relacionada com a morte. Um tipo de bem que se ergue acima das coisas temporais e passageiras.

Alguns julgam que somos apenas resultado do acaso e, por isso, a vida não tem qualquer propósito. Assim, eles se entregam ao momento. Mas essa filosofia não é consistente. C.C. Lewis a analisa com lógica incrível: “Você poderia imaginar os peixes reclamando do mar pelo fato de eles estarem molhados? Se eles fizessem isso, esse fato indicaria que eles nem sempre foram criaturas aquáticas. Se somos meramente produto de um universo material, como explicar a realidade de que nunca estamos completamente felizes aqui?”

Algo dentro de nós grita por uma paz que nunca experimentamos. Sentimos saudades de um lugar onde nunca estivemos. Desejamos uma conexão que não sabemos explicar. Estas são as marcas de nossa origem. Criados por Deus, estamos longe do nosso lar, perdidos em um país distante. Blaise Pascal observou: “Quem se sentira infeliz por não ser um rei, exceto um rei deposto? Todas as nossas misérias provam a nobreza de nossas origens. Somos filhos de Deus, mas perdemos o contato com nosso Pai”.

Jesus veio para buscar e salvar o que se perdera. Não é por acaso que Ele falou do caráter libertador da verdade, como afirma o texto de hoje. A verdade, que é o próprio Jesus Cristo, nos libertará do vazio interior, das distorções da autoestima, da solidão, da falta de propósito e do medo da morte.

Julie Cameron, de Noranda, na Austrália, diagnosticada com câncer terminal, escreveu em março de 1999, pouco antes de morrer: “Cristo é tudo para mim. Ele é o meu Consolador; meu Protetor; meu Conhecimento; a Música de minha vida; meu Conselheiro; a Luz; a Rocha na qual me ergo; meu constante Companheiro, Aquele que me ouve; Ele é o Mestre; o Grande Artista; a minha Segurança. Ele é a sombra que me segue […]. Ele é o maior Autor, pois escreveu o Livro da Vida”.


-> Narração: Amilton Menezes


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