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Uma carta de graça!


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TEMPO DE REFLETIR 2160 – 30 de novembro de 2019

Filemom, verso 12: “Mando-o de volta a você, como se fosse o meu próprio coração”.

A carta mais curta escrita por Paulo e que sobreviveu até a era moderna talvez seja a mais bela de todas. Na carta enviada a Filemom vemos a graça irradiar em cada verso. Trata-se de uma mensagem curta, muito pessoal, apenas um pouco mais do que um bilhete. Ao longo dos anos, algumas pessoas têm questionado por que essa carta deve ter lugar entre os outros livros da Bíblia, pois não contém nenhuma argumentação ou ampliação teológica.

Quão enganados estão os críticos! Essa pequena carta é rica em conteúdo e mais rica ainda em sentimento. Hoje é muito difícil ouvir um sermão baseado nela – o que é uma lástima para a reflexão e a experiência cristã. Dedicaremos vários dias ao estudo dessa carta, escavando seus tesouros. Estou confiante de que, no fim, você concordará comigo que se trata de uma joia rara.

A carta começa com a graça e termina com a graça. “A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”, escreve Paulo em sua costumeira introdução (v. 3). Ele a conclui com a bênção: “A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de todos vocês” (v. 25).

Graça do começo ao fim! Que maneira de escrever! Que maneira de viver! Que bela oração para enfrentarmos o dia! Que do princípio ao fim, dos pés à cabeça, sejamos rodeados pela graça. Além das referências no início e no fim da carta, Paulo não se refere mais à graça especificamente. No entanto, ele demonstra a graça – a maneira de a graça atuar, como a graça aparece. Em todas as outras cartas, especialmente em Romanos e Gálatas, Paulo apresenta a teologia da graça; aqui, porém, ele vive a graça. Assim, se quisermos entender o que ele quer dizer com graça, é melhor prestarmos atenção na aula prática dessa mensagem pessoal.

Uma palavra, quase impossível de ser traduzida, utilizada três vezes por Paulo ao escrever a Filemom, abre uma porta para os sentimentos mais profundos do apóstolo. Encontramos essa palavra no verso 7: “Você, irmão, tem reanimado o coração dos santos” (NVI); no verso 12: “Mando-o de volta para você, como se fosse o meu próprio coração” (NVI) e no verso 20: “Reanime o meu coração em Cristo!” (NVI).

A palavra não é “coração”, mas literalmente “entranhas”, “vísceras”, para ser mais claro. Onde sentimos as mais profundas emoções, especialmente as negativas? Na barriga, nas vísceras. A graça trata de emoções profundas – vísceras. Aqueles que querem restringir a graça à teologia, ao debate e à argumentação precisam ler a carta de Paulo a Filemom. Enquanto a graça não lhes atingir as vísceras, não saberão o que ela é.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Obrigado, Pai, por Tua graça maravilhosa. Obrigado por esse amor tão grande. Me ajude a entender, a compreender, a aceitar e a viver isso em cada dia de minha vida. Por favor, Pai. Em nome de Jesus, amém!


-> Narração: Amilton Menezes


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