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Um novo nome


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22-07 TDR 934

TEMPO DE REFLETIR 934 – 22 de julho de 2016

“Ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que a recebe” (Apocalipse 2:17).

Dar nome aos filhos é uma das experiências mais agradáveis e mais importantes para os pais. Não é tarefa para um impulso de momento. Queremos ter certeza de que foi o melhor porque, afinal de contas, é algo que ele ou ela vai levar para o resto da vida. Às vezes, um acontecimento da época, um artista ou desportista influenciam na escolha. Na escola, então, depois de uma semana observando os maneirismos e a fisionomia de seus novos colegas, alguns recebem apelidos (uns carinhosos e interessantes; outros, infelizmente, até mesmo ofensivos).

Quando os judeus davam nomes aos seus filhos, não o faziam com a preocupação de que soassem bonitos ou fossem eufônicos, mas que estivessem ligados às circunstâncias do nascimento do filho ou expressassem algum desejo futuro em relação a ele.

Mudar de nome era também uma prática bíblica. Abrão, “pai exaltado”, mudou para Abraão, “pai de uma multidão”. Sarai, “minha princesa”, para Sara, “princesa de muitos”. Simão, “o falante”, para Pedro, “a rocha”. Porém, havia outras razões para se mudar de nome. Uma delas era a necessidade de firmar novo laço de lealdade, como no caso de Daniel, que recebeu o nome de Beltessazar, na tentativa de transferir sua lealdade de Deus para Bel, o deus de seus captores. Outra razão era a ocorrência de um grande evento na vida da pessoa.

A melhor experiência dentre todos os que mudaram de nome é a de Jacó. Sua natureza conivente de enganador refletia o próprio nome. Enganou o irmão; enganou o pai com a ajuda da própria mãe; enganou e foi enganado pelo sogro. Teve que lutar com Deus para reconhecer sua falta e seu pecado.

Cada um de nós receberá um novo nome no Céu. Quem sabe seja um nome com alguma espécie de senha especial, ou um código alfanumérico reconhecido apenas por nós e por Deus para manter nossa identidade.

Mas Deus quer mudar nosso nome aqui mesmo. Agora. De “inveja” para “satisfação”. De “orgulho” para “humildade”. De “perfeccionista” para “tolerante”. Ele deseja nos dar um novo senso de valores. Uma natureza renovada. Uma mudança de fé e de planos. Um novo caráter. Deus quer dar “um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado” (Is 56:5). Quer fazer conosco o mesmo que fez com Jacó.

Deseja nos dar um nome que não nos faça lembrar os pecados passados. Em lugar disso, vai nos dar um nome comemorativo de nossa vitória.


-> Música: Rafaela Pinho, “Teu olhar me encontrará”
-> Locução: Amilton Menezes

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