WebRadio Maranatha

Trinta moedas de prata


Gostou? Compartilhe!

ENCONTRO COM AS PROFECIAS 139

A profecia que quero estudar com você hoje está em Zacarias 11:12 e foi feita em torno do ano 487 AC “E eu disse-lhes: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido; e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata”.

Normalmente o leitor da Bíblia tem entendido deste texto uma profecia ligada a Cristo, e o preço da traição; mas há algo mais do que isto neste verso de Zacarias. O que o profeta está dizendo tem implicações nos dias dele e também nos dias de Cristo.

Em primeiro lugar, vamos analisar o que Deus queria dizer ao seu povo com este recado. “Falando na pessoa do principal pastor, Zacarias se endereça ao inteiro rebanho de Israel, exigindo deles um salário. O problema é a completa falta de reconhecimento do povo para com o seu pastor. Não importa o quanto deveria receber; deixou isto a critério do povo, para que ele demonstrasse seu critério de justiça, o pagamento do seu salário” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.2, p. 238).

Em outras palavras, Zacarias está experimentando o povo de Israel. Ele deseja ver qual era o sentimento para com aquele que tinha o dever de conduzir a parte espiritual do povo. Ele começa a sua mensagem profética dizendo que, “se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido”.

Hoje em dia essa é uma situação delicada. Aqueles que pregam a palavra do Senhor com exclusividade devem viver de recursos vindos dessa missão. Devem ser amparados financeiramente para que tenham o suficiente e para viveram dignamente com suas respectivas famílias.

Na profecia, Zacarias está pedindo que as pessoas deveriam avaliar o seu  trabalho e dar uma remuneração. E o que foi que eles deram? Trinta moedas de prata. O equivalente a uns doze dólares. Este era o preço de um escravo (Êxodo 21:32).

Mas, ao darem essas trinta moedas de prata, o que o povo de Israel, estava querendo dizer? Eles estavam mostrando a desconsideração por Deus e pelos enviados dEle. Essa verdadeira esmola refletia a miséria espiritual que vivia o povo de Israel naquela época. O nosso investimento mostra o valor que nós damos as coisas. Naquilo que você acha que tem valor, você investe dinheiro e tempo. Naquilo que para você não tem valor, nenhum dinheiro será investido. As suas ofertas mostram o valor que você está dando às coisas espirituais.

O profeta deixa o pagamento do seu salário de acordo com o sentido de justiça do seu povo. E parece que as coisas de Deus e os mensageiros dEle não tinham nenhum valor. E uma das coisas mais duras que os lideres espirituais tem que suportar hoje em dia é a ingratidão do seu próprio povo.

Esta é a primeira aplicação desta profecia, mas há uma segunda, que costumeiramente é a mais falada entre nós. Teve o cumprimento cerca de 500 anos depois de ser proferida.

Os lideres do templo estavam incomodados com o trabalho que Jesus estava realizando em Jerusalém e cidades vizinhas. Em todas as partes, pessoas falavam dos feitos de Jesus. As multidões corriam atrás do novo Mestre. A inveja e o ciúme começaram a tomar conta do coração dos sacerdotes do Templo.

“Anás foi sumo sacerdote juntamente com Caifás, seu genro. No tempo de Cristo, o ofício sumo sacerdotal tornara-se extremamente instável, porquanto eram destituídos sumos sacerdotes ao sabor do capricho das autoridades romanas… mesmo sendo deposto pelos romanos, e o seu genro nomeado em seu lugar, Anás, era considerado pelos judeus o líder inconteste. No ano que o Senhor Jesus foi crucificado, no entanto, José Caifás já era o presidente oficial do sinédrio, bem como o sumo sacerdote legal, por nomeação dos  romanos” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol. 1, p.152).

Caifás, portanto, era o líder colocado pelos romanos, porém Anás era o líder reconhecido pelos judeus. Ambos estavam envolvidos no plano de silenciarem a Jesus. Eles temiam o povo. Não queriam fazer nada que provocasse um tumulto ou revolta popular. Enquanto esses líderes imaginavam como eliminar a Jesus, um dos Seus discípulos, tomado pelo desejo de tirar proveito pessoal de toda e qualquer situação, os procurou com o objetivo de apresentar-lhes um plano. Ele entregaria a Jesus, sem nenhum tumulto. O plano foi traçado, o preço acertado e Judas saiu feliz. O plano, na visão dele, era perfeito. Jesus seria entregue, porém, segundo imaginava, o Cristo se revelaria com poder, escapando facilmente dos captores.

As trinta moedas de prata foram dadas a Judas, que era o tesoureiro do grupo. “Trinta moedas de prata, era o preço que se pagava a um trabalhador comum, por quatro dias de trabalho. Era o preço que costumeiramente se pagava por um escravo” (S.D.A.B.C. vol.5, p.508).

Trinta moedas retratavam o valor que os líderes locais davam a Jesus Cristo. Esta profecia foi cumprida na sua plenitude com Jesus. As trinta moedas retratavam a semelhança do salário que foi oferecido a Zacarias, o que demonstrava a ingratidão de um povo, para com o seu líder espiritual. Jesus veio para o que era seu, e os seus não O receberam (João 1:11).

Amigo ouvinte, o que foi feito com Cristo a quase dois mil anos atrás, continua a ser feito em nossos dias. Há muita gente vendendo a Jesus, por muito menos que trinta moedas de prata. Há gente vendendo Jesus por um gole de cerveja ou champanhe. Há outros que O trocam por um minuto de curiosidade com drogas, ou por uma aventura fora do casamento. Jesus continua sendo trocado por nada ou quase nada.

Que valor você tem dado a Jesus? Que importância você está dando ao seu Salvador? Quanto de tempo e dinheiro você está investindo nas coisas de Deus?

Pense seriamente nisso lembrando que você deve crer no Senhor Deus para estar seguro. Crer nos profetas dEle para prosperar.

Gostou? Compartilhe!

Comentários Via Facebook

WebRadio Maranatha