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Torres inacabadas


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TEMPO DE REFLETIR 1816 – 21 de dezembro de 2018

“Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?” (Lucas 14:28).

Grandes líderes têm sempre apresentado as exigências do discipulado. Giuseppe Garibaldi ofereceu aos seus seguidores fome e morte pela liberdade da Itália. Winston Churchill falou de sangue, suor e lágrimas na luta contra o nazismo. Contudo, nenhum líder fez demandas tão radicais quanto Jesus. Ele fala em amá-Lo mais que ao próprio pai, mãe, mulher e filhos. Convida-nos a “tomar a cruz” e “renunciar a tudo” (Lc 14:25-27,33).

Por que haveria Jesus de colocar exigências tão estritas? Na verdade, não é que Ele esteja desencorajando o discipulado, mas advertindo-nos contra o falso, para que conheçamos o verdadeiro. Jesus nunca “dourou a pílula”, fazendo “ofertas” sem indicar o que está envolvido nelas. Não encontramos nEle as famosas “promoções” que em letras pequenas escondem o engano do que é “ofertado”. Na seção que segue os textos mencionados, Jesus sugere que fechemos as portas para balanço e façamos um claro inventário do “custo e benefício”.

A partir do verso 28, entre as condições dois e três do discipulado, aparecem duas pequenas parábolas. Jesus extrai as ilustrações do senso comum. Se um homem decide construir uma torre, ele deve primeiro avaliar o custo. É necessário sentar, considerar o projeto e então decidir se ele pode completa-lo. Torres inacabadas, em diferentes sentidos, são vistas em todas as partes. Não ir além do fundamento é um convite à frustração e ao escárnio (v. 29,30). Parábola semelhante aparece a seguir (v. 31,32). Não é normalmente fácil, com dez mil soldados, vencer uma força invasora que ataca com 20 mil. Um rei em tal posição deve pensar sério. Há aqui um apelo ao realismo. A proporção é de dois contra um.

As duas histórias são semelhantes, mas elas ensinam verdades levemente diferentes. O construtor da torre é de certa forma livre para construir ou não, dependendo de sua escolha. Mas o rei da parábola de Jesus enfrenta uma emergência. Ele está vendo seu país ser invadido e deve pensar rapidamente. Na primeira parábola, Jesus diz: “Sente-se, faça os cálculos para ver se você pode Me seguir”. Na segunda história, a sugestão é um pouco diferente: “Sente-se e veja se você pode recusar a minha oferta”. Nos dois casos, a decisão é nossa. O que não podemos escolher são os resultados.


-> Narração: Amilton Menezes


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