WebRadio Maranatha

Semeadura e colheita


Gostou? Compartilhe!

ENCONTRO COM AS PROFECIAS 198

Hoje vamos estudar o que está escrito em II Coríntios 9:6 – “E isto afirmo: aquele que semeia pouco, também pouco ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará”.

O que o apóstolo Paulo queria dizer com isso? Realmente cada um recebe, nessa vida, o que semeou? Aqui se planta e aqui se colhe?

Primeiro precisamos entender o contexto e qual era o problema da igreja de Corinto a quem foi endereçada essa mensagem.

Na época em que Paulo escreveu essa carta os cristãos na Judéia estavam passando fome. Não somente lá, em outras partes do mundo também. Assim, Paulo está ensinando aos crentes de Corinto, que ser cristão é fazer parte de uma família mundial. Quando um sofre, todos os demais também acabam sofrendo e devem ter disposição natural para ajudar a reverter a situação.

Nesse texto Paulo utiliza dois desfechos completamente diferentes. Um é a satisfação pessoal, é a felicidade, é a alegria, é a abundância. O outro é a tristeza, a mesquinhez, a pobreza e a infelicidade.

Perceba que Paulo combate a idéia ou desculpa do “destino”, da predestinação. É muito comum ouvirmos por aí que as pessoas apenas cumprem um papel. Tudo já foi decidido. Quem é mau vai continuar mau porque foi decidido que seria mau. E assim por diante.

A Bíblia simplesmente declara que quem traça ou define o destino somos nós mesmos. São as escolhas que fazemos que nos colocam em lugares ou situações que amanhã poderão trazer alegria ou infelicidade. O destino não é uma decisão de Deus.

O texto bíblico utiliza uma linguagem muito conhecida, tanto no passado como no presente: a lei da semeadura e colheita. Só podemos colher aquilo que plantamos. Não tem como ser diferente.

Já mencionei que havia uma grande fome naquela época. Paulo estava em campanha buscando donativos para os cristão da Judéia. Os cristãos de Corinto estavam sendo desafiados a doarem um pouco de seus recursos para os irmãos distantes que passavam por privações. O apóstolo defende o principio da generosidade, afirmando que aquele que doar muito não receberá pouco de Deus, porém, aquele que doar pouco receberá proporcionalmente.

Quero aproveitar este programa para apresentar duas coisas que estão muito ligadas a esta profecia. A primeira é a questão de dar. A lei da semeadura é muito real quando envolve ajudar, quando mexe na questão do dinheiro.

Aliás, a Bíblia aborda esse assunto de dinheiro de forma franca e tranqüila. Veja, por exemplo, Malaquias 3:10-12  “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vida no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos”.

Quando você devolve o dizimo, que pertence ao Senhor, está dizendo para Deus que confia nele e que depende dEle, e que deseja que Ele seja o seu sócio. Quando o dizimo é devolvido, você está reafirma que o dinheiro não é o deus de sua vida, que você não vive apenas para ganhar mais e mais.

Talvez você esteja ouvindo sobre esse assunto pela primeira vez. Então, vale a pena esclarecer: A palavra dizimo significa “a décima parte”. Deus quer ser sócio do ser humano. Ele pede a menor parte. Dez por cento é para Ele e noventa por cento é para você. Este é o plano de Deus sobre o dizimo. Já as ofertas não são computadas dentro de um percentual. Trata-se de um gesto de liberalidade e gratidão do adorador.

Há, ainda, um segundo ponto que desejo mencionar, que é muito real na lei da semeadura e da colheita. Está em Colossenses 3:25 – “pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas”.

Este texto deixa bem claro que aqui nesta terra a pessoa que pratica a injustiça, receberá a conta aqui mesmo. Aquele que, por exemplo, vive criticando os filhos dos outros, espere para ver o que vai acontecer com os seus, quando crescerem. Aquele que vive falando mal das outras pessoas, espere um pouco, que tudo o que você está dizendo dos outros vão dizer também de você.

Vimos os dois lados desta profecia. O lado positivo, que foi exposto por um plantio grande e como conseqüência uma colheita generosa, e o lado negativo, apresentado por um plantio pequeno e uma colheita minúscula.

Quero, porém, encerrar mostrando o lado positivo desta profecia. A generosidade de uma pessoa nesta terra tem efeitos na eternidade. Foi Jesus quem disse: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10:42).

Não esqueça, porém, que o mais importante não é o tamanho da ação ou da oferta. O que Deus vê e o que realmente vale é o que está por trás das atitudes que tomamos.

Não se preocupe com a colheita. Semeie bem. Creia no Senhor para estar seguro. Confie nos profetas dEle para prosperar.

Gostou? Compartilhe!

Comentários Via Facebook

WebRadio Maranatha