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Santuário cheio de fumaça


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 252

O estudo deste capítulo apresenta um dos momentos mais tristes da história do homem. Apocalipse 15:8, conta: “O santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos.”

João estava usando uma situação muito comum no tempo do Antigo Testamento. O povo judeu convivia muito com o santuário. Na viagem do povo de Israel do Egito para Canaã, o santuário fazia parte da rotina diária desse povo. Em muitos momentos a glória do Senhor enchia o santuário e o sacerdote não podia entrar (Isaías 6:1,4-5; Salmo 18:7-9).

João está falando do santuário celestial, que serviu de modelo para a construção do terrestre (Hebreus 8:2,5). As coisas que aconteciam no céu também aconteciam no santuário terrestre, através dos mais variados símbolos.

A profecia aponta para um momento na história quando o santuário celestial vai se encher de fumaça procedente da glória de Deus. Isso indica que o trabalho do sacerdote não mais poderá ou precisará ser feito. Quando a glória do Senhor enchia o santuário, o sacerdote, ou o sumo sacerdote, não mais podia fazer a mediação. O mesmo vai acontecer no santuário celestial. Um dia a mediação de Cristo no santuário celestial vai se encerrar. O trabalho intercessório de Cristo chegará ao fim.

Hoje Cristo intercede pelos homens diante de Deus (I Timóteo 2:5), mas a profecia mostra que um dia esse trabalho vai terminar. Quando isso acontecer, a salvação não estará mais disponível a ninguém. Quem aceitou a Cristo, aceitou, quem não aceitou não poderá aceitar mais.

Deus não aceitará o mal indefinidamente. Um dia o mal e o seu autor terão fim. Nesse dia Deus se levantará para mostrar toda Sua indignação contra o pecado e contra seu autor. O pecado não ficará impune em toda sua trajetória. No tempo certo o santuário ficará cheio de fumaça e ninguém mais fará o trabalho de intercessão diante de Deus a favor do homem. Ninguém poderá entrar. Tudo já estará definido.

Esse será um dos dias mais tristes para a humanidade. É o dia do basta! É o dia do ponto final. É o dia que o copo da paciência divina transbordará. A misericórdia será retirada do planeta terra e a justiça divina iniciará sua ação. Esse dia será estranho para a humanidade, mas será mais estranho para Deus e todos os seres celestes.

Quando o trabalho de intercessão acabar no santuário celestial, uma outra atividade se iniciará, a qual Isaías chamou de um “ato estranho de Deus”. “Porque o Senhor se levantará, como no monte Perazim, e se irará, como no vale de Gibeão, para realizar a sua obra, a sua obra estranha, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Isaías 28:21).

Um Deus, cujo caráter é amor (I João 4:8), sai do lugar onde até agora esteve intercedendo diante do Pai. O perdão não é mais suplicado em favor do pecador arrependido. Agora Ele muda de atitude e se levanta para castigar àqueles que conscientemente e voluntariamente escolheram ficar do lado de Satanás.

“Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é ato estranho. Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio. O Senhor é misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; … que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; todavia ao culpado não tem por inocente. … Reivindicará com terríveis manifestações, a dignidade de Sua lei transgredida. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça. A nação que por tanto tempo Ele suporta, e que não ferirá antes de haver ela enchido a medida de sua iniqüidade, segundo os cálculos divinos, beberá, por fim a taça da ira sem mistura de misericórdia” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 678-679).

Esse ato estranho mencionado por Isaías acontecerá quando Jesus deixar Sua posição de intercessor no santuário celestial e iniciar a fase de castigar e punir com as sete pragas descritas no capítulo dezesseis de Apocalipse. “Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus sem intercessor… Terminou a longanimidade de Deus: O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-lhe o amor, pisando a Sua lei” (idem, p. 612-613).

Ninguém sabe exatamente quando isso acontecerá. Porém, será o começo dos desfecho final da história do grande conflito entre o bem e o mal. As pragas que serão enviadas ao mundo terão um caráter semelhante às que foram enviadas ao Egito. Lá estava o povo de Israel sendo escravizado e maltratado. Deus não ficou inerte, Ele reagiu.

O que aconteceu com a nação egípcia e com seus líderes é uma miniatura do que vai acontecer quando Cristo deixar o santuário celestial. “Estas pragas não serão universais, ao contrário, os habitantes da terra seriam inteiramente exterminados” (ibidem, p. 626).

A partir do próximo programa vamos estudar cada uma dessas 7 pragas. Porém, o mais importante hoje é estar preparado. Preparado sempre! Em breve a humanidade não terá intercessor. Por isso, creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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