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TEMPO DE REFLETIR 724 – 25 de dezembro de 2015

“E, ausentando-se deles os anjos para o Céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer” (Lucas 2:15).

O Natal nos traz à mente vários elementos que caracterizam o nascimento de Jesus: estrebaria, vacas, manjedoura, Maria olhando para um bebê envolto em panos. Também pensamos em três magos montados em camelos e nos pastores que cuidavam de seus rebanhos à noite, assustados com o anjo que lhes apareceu.

Geralmente consideramos os pastores como indivíduos protetores, destemidos, capazes de enfrentar animais selvagens em defesa do seu rebanho. Sem dúvida, temos boas razões para isso, pois a história de Israel se estende através de uma linhagem de pastores, desde Davi, o pastor que defendia suas ovelhas de leões e ursos, até Abraão, Isaque e Jacó, os pais da nação israelita e, retrocedendo, até Abel, o primeiro pastor. O ofício de pastor, junto com o de agricultor, é o mais antigo do mundo.

No Novo Testamento, Jesus comparou o amor de Deus por Seus filhos extraviados com o de um pastor que sai em busca da ovelha perdida. Em João 10:11, Jesus Se compara ao bom pastor, que dá a vida pelas ovelhas.

Tudo isso sugere que os pastores do tempo de Jesus eram profissionais respeitados, dignos, portanto, de serem os receptores das boas-novas que os anjos lhes anunciaram. Entretanto,  o escritor Joaquim Jeremias, que estudou as condições sociais existentes na Palestina nos tempos do Novo Testamento, afirma que os pastores não gozavam de boa reputação, pois eram quase sempre desonestos. Os líderes espirituais de Israel diziam que um pai não devia ensinar essa profissão aos filhos, pois era um “ofício de ladrões”, e equiparavam os pastores aos coletores de impostos e publicanos, tidos como “pecadores”.

Se é assim, por que os anjos anunciaram o nascimento de Jesus a essa classe desprezada, e não a pessoas de prestígio social? A resposta é dada por Jesus, em Lucas 5:31 e 32. “O sãos não precisam de médico, e sim os doentes.  Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento”.

E essa é uma boa notícia para nos ainda hoje, pois Deus continua chamando pecadores para o Seu reino.


Ficha Técnica:
-> Texto: RMS
-> Música: Expressão Vocal, “Renasce em mim”
-> Locução e edição: Amilton Menezes
-> Finalização: Isa Vasconcelos

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