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Refúgio e segurança


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TEMPO DE REFLETIR 1727 – 23 de setembro de 2018

“[Senhor,] tens sido refúgio para os pobres, refúgio para o necessitado em sua aflição, abrigo contra a tempestade e sombra contra o calor” (Isaías 25:4).

Ao ler muitas vezes a Bíblia e me deparar com a descrição das cidades de refúgio em Números 35 e Josué 20, eu me perguntava: “Será que não existe em cada um dos nomes dessas cidades um significado com uma mensagem para os que vivem no século 21?” É verdade. Todas elas estão com os portões abertos e acessíveis a nós.

Quedes é lugar santo, consagrado. Aqueles que se sentem pecadores, impuros vão encontrar em Quedes a graça santificadora de Jesus.

Siquém significa força, ombro; o convite é para os que se sentem cansados, esgotados, no fim da corda, e necessitam de ânimo e firmeza. Hebrom é aliança, irmandade. Refúgio para os que não têm amigos e que se sentem desamparados. Esse é o lugar em que Deus reconhece aqueles que são esquecidos. É um lugar amigável e de aceitação.

Na Guerra do Golfo (2001-2003), ocorreu uma tempestade de areia no deserto, que atingiu uma das guarnições militares norte-americanas. Nessa ocasião, mais soldados foram mortos, não pelo inimigo, mas pelo “fogo amigo”. O consenso era: “Com pouca visibilidade, dependendo de onde você estiver, se vir alguém se aproximando, na dúvida, atire. Você já foi vítima de “fogo amigo”? Ou atacou alguém com “fogo amigo”?

Bezer significa fortaleza secreta, lugar forte. Esse é o lugar para o qual corremos em nossa debilidade, quando sentimos que já não temos forças. Se você não se sente capaz para alguma coisa, aqui está seu lugar forte e sua defesa. Ramote é exaltação, levantar-se. Ramote é o refúgio que precisamos quando nos sentimos indignos e nossa espiritualidade está lá embaixo. Precisamos que alguém nos ajude a ficar em pé. Deus, então, nos convida para “nos levantarmos e andar”. Golam é círculo, cerca. Você que se sente caçado pelo inimigo, e em fuga? Em Golam você se sentirá protegido.

Hoje, multidões procuram refúgio. São pessoas com medo, feridas, preocupadas e oprimidas. Pessoas tratadas injustamente, sem rumo, desorientadas. Vidas marcadas pela decepção. E essas cidades se constituem num símbolo do refúgio que encontramos em Jesus.

Devemos gritar para essas pessoas: “Ei, é aqui mesmo! Refúgio! Venham! Ele é o único em quem podemos nos refugiar com segurança.”


-> Narração: Amilton Menezes


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