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Redefinindo o destino


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TEMPO DE REFLETIR 1922 – 6 de abril de 2019

“Não me chamem Noemi, chamem-me Mara, pois o Todo-poderoso tornou minha vida muito amarga!” (Rute 1:20).

Você certamente já acompanhou histórias tristes de barcos precários lotados de imigrantes ilegais que afundam em águas inamistosas e mergulham corpos e sonhos anônimos na imensidão do oceano. Ou de cidadãos desesperados que cruzam a fronteira do país rico em busca de esperança e acabam sendo caçados impiedosamente. Esses são exemplos modernos de pessoas que se rebelam contra a geografia e o destino.

Há mais de três milênios, uma família também resolveu lutar contra as circunstâncias e cruzar “ilegalmente” a fronteira do país em busca de uma vida melhor. Elimeleque, Noemi e os dois filhos, Malom e Quiliom, foram para Moabe. Deixaram Belém, a “casa do pão”, para buscar comida na terra dos antigos inimigos. Deus havia dito que os israelitas não deveriam ter nenhum relacionamento com os moabitas. Contudo, a situação em Belém parecia insuportável.

Em Moabe, a tragédia bateu à porta da família três vezes. Noemi perdeu o marido e os dois filhos, que haviam se casado com moabitas: Orfa e Rute. Se a situação de uma viúva era terrível, imagine três viúvas na mesma casa! Calamidade. O que Yahweh significava para Noemi agora? No entanto, a perda não fora castigo, mas fatalidade. A pessoa que obedece a Deus não recebe tudo que deseja ou merece. Apesar dos desapontamentos, Noemi amava o Deus de Israel. Se não tivesse uma devoção intensa e uma fé admirável, Rute não teria se afeiçoado a ela e a seu Deus.

Um dia, chegou a Moabe a notícia de que o Senhor tinha visitado a terra amada. A chuva e o alimento eram sinais de que Deus não havia se esquecido de seu povo. Noemi, cujo coração ainda estava em Belém, embora o corpo se arrastasse pelas ruas poeirentas de Moabe, resolveu ir para onde estava a bênção. Pela segunda vez, tomou a iniciativa de mudar o destino. A viagem duraria de sete a dez dias.

Ao entrar em Belém, saco nas costas, roupas envelhecidas, poeira no rosto enrugado, Noemi deve ter sentido uma grande emoção. Para as mulheres alvoroçadas, olhares curiosos, talvez censuradores, a imigrante disse: “Não me chamem Noemi [“encantadora”], chamem-me Mara [“amarga”]”. Ela havia saído com a família completa e de mãos cheias, agora voltava sozinha e de mãos vazias. Às vezes, tentamos mudar o destino, e o destino torna a vida ainda mais amarga. Aí, como Noemi, achamos que a culpa é do Todo-Poderoso. Porém, o destino não tem a palavra final. Deus mudaria a sorte de Noemi, e pode mudar a sua também. O futuro depende de Deus, não do destino.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Senhor, obrigado porque não estamos abandonados neste mundo. Em toda e qualquer circunstância a Tua graça têm sido nossa segurança e fortaleza. Abrace, agora, aquele ouvinte que vive uma situação parecida com a de Noemi e Rute. Por favor. Em nome de Jesus, amém!


-> Narração: Amilton Menezes


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