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Prometer e não cumprir


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 141

Hoje vamos estudar uma profecia do último profeta do Velho Testamento, Malaquias. Antes vamos conhecer um pouco da história desse homem que dedicou parte de sua vida com a nobre missão de orientar um povo nos caminhos do Senhor.

“As evidências internas apontam claramente para o período pós-exílico como o tempo em que Malaquias proclamou os seus oráculos. Entretanto, as condições sociais e religiosas que transparecem no livro indicam que ele profetizou algum tempo depois que fora reconstruído o segundo templo de Jerusalém. E a ausência de qualquer referência ao trabalho efetuado por Esdras e Neemias entre os judeus que tinham voltado da servidão na Babilônia, parece indicar uma data anterior às reformas religiosas efetuadas em 444 AC.” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol.4 pg.36-37).

A grande verdade, é que pouco se sabe sobre Malaquias. Não há muita informação sobre a sua família, a sua origem e como já foi dito o tempo que ele exerceu o seu ministério profético. Diz um comentarista da Bíblia, que “se aceitarmos a data em meados do século V AC para a composição do livro de Malaquias, então parecerá que suas profecias tiveram lugar na própria cidade de Jerusalém” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol.4 pg.37).

Malaquias completa o Velho Testamento; ele é o ultimo livro de uma séria de doze, que são chamados de os “profetas menores”, e prepara o caminho para o novo.

“A palavra Malaquias, significa meu mensageiro, ou mensageiro de Jeová” (Dicionário da Bíblia – John D. Davis pg. 373). Alguém, com muita propriedade, afirmou o seguinte sobre o livro de Malaquias: “Ele é como o entardecer de um longo dia, todavia, é ao mesmo tempo a estrela da manhã prenunciando um glorioso dia” (Estudo sobre os Profetas Menores vol.2 pg.254).

Sendo que este é o ultimo livro profético do velho testamento, o que Deus incumbiu o profeta de falar ao seu povo? “O egoísmo e a irreverente conduta dos sumos sacerdotes, a deslealdade em devolver os dízimos e as ofertas, os casamentos mistos, inspiraram a mensagem de Malaquias” (Estudo sobre os Profetas Menores vol.2 pg.254).

As mensagens que foram apresentadas pelo ultimo profeta, em certo sentido, foi também a última tentativa de Deus para com um povo rebelde e obstinado. O profeta não poupou nem os lideres de suas severas acusações. A escritora Ellen White descreveu da seguinte forma as mensagens de Malaquias. “Severamente o mensageiro do Senhor tratou com os males que estavam roubando de Israel, a sua prosperidade temporal e poder espiritual. Em suas repreensões aos transgressores o profeta não poupou nem os sacerdotes nem o povo” (Profetas e Reis pg. 705).

Creio que com esta exposição já é possível ter uma idéia da maneira como o povo vivia e quais eram os seus problemas. A profecia que vamos estudar apresenta a seguinte mensagem: “Maldito seja o enganador que, tendo o animal no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor uma coisa vil; porque eu sou o grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome será tremendo entre as nações” (Malaquias 1:14).

Perceba que esta profecia aponta uma terrível maldição para os habitantes de Jerusalém e do território de Judá. Começa dizendo que “maldito seja o enganador”. O que Deus quer dizer com isso? Seria maldita a pessoa que, sem necessidade de prometer tal coisa, acabasse prometendo, mas depois de mudasse de idéia.
O que estava acontecendo nos dias do profeta era que muitas pessoas faziam promessas a Deus, por ocasião de uma enfermidade na família ou por estarem preocupados com a ameaça de uma grande tragédia. Assim, diante de um quadro ameaçador, faziam um voto, ou uma promessa a Deus, mas depois que a enfermidade era curada ou a tragédia prometida era desviada, reavaliavam o que haviam prometido e, geralmente, percebiam que tinham prometido algo exagerado, e assim apresentavam uma outra oferta.

Deus não suporta este tipo de procedimento. É maldito o que assim procede. Deus não aceita este jogo por um fato bem simples. Quando a pessoa está em desespero e precisa de Deus, nada do que é material tem importância. No momento em que tudo volta ao normal, e ele sente que já domina a situação, o egoísmo começa a tomar conta do seu coração e tudo volta a ser olhado como tendo muita importância para o seu dono, e cegado pelo egoísmo, o doador analisa que Deus não precisa de tudo o que foi prometido.

A grande verdade é que Deus não precisa de nossas promessas, de nosso dinheiro e das nossas ofertas, porém Ele não suporta atitudes cheias de egoísmo. É por isso que é maldito quem age desta forma.

Amigo ouvinte, ninguém é obrigado a prometer nada para Deus. Este tipo de promessa não fazia parte das ofertas que eram solicitadas para a manutenção do templo. Era uma oferta voluntária, ninguém era obrigado a fazê-la.

No livro de Atos, capítulo 5, no Novo Testamento, temos uma história chocante que mostra a gravidade de fazer promessas e não cumprir. Foi no comecinho da igreja cristã. Os novos conversos traziam ofertas generosas aos pés dos discípulos. Um casal, Ananias e Safira, anunciaram que iriam doar o dinheiro da venda de determinada propriedade. Venderam o imóvel, porém se arrependeram da promessa feita e entregaram apenas parte do valor.

Quando a oferta foi entregue, o apóstolo Pedro lamentou que Ananias havia permitido que Satanás tomasse conta do coração dele e estivesse ali mentindo ao Espírito Santo. A maldição de Deus o atingiu por completo e morreu na mesma hora (Atos 5:3-5). Após três horas, Safira, que ainda não havia sido comunicada da morte do marido, confirmou a Pedro a mentira referente a venda do imóvel. Também foi fulminada.

Entenda amigo ouvinte, que a questão aqui não é o dinheiro prometido e não entregue. O que realmente entristece a Deus é quando o egoísmo, a cobiça e a mentira tomam conta do coração humano. Por isso, sirva a Deus, não motivado pelas circunstâncias ou emoções. Seja fiel no que prometer. E creia nEle para estar seguro. Nos profetas dEle para prosperar.

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