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Pobres de espírito


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TEMPO DE REFLETIR 1628 – 16 de junho de 2018

“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Pobres, famintos, lamentadores! Será que essa é a visão que os outros deveriam ter daqueles que querem pertencer ao reino de Deus? Será que Jesus disse isso logo no início do Seu sermão para indicar que os pobres são mais receptivos ao evangelho? Se a pobreza for passaporte para o Céu, só haverá lugar em pé!

Quando Jesus fala da atitude daqueles que são cidadãos do reino, Ele coloca a pobreza de espírito em primeiro lugar. John Stott diz que “logo no início do Seu sermão, Jesus contradisse todos os pontos de vista sobre as expectativas nacionalistas do reino de Deus. O reino é dado aos pobres, não aos ricos; aos débeis, não aos poderosos”. Essa declaração serviria para mostrar que o princípio dominante no reino de Deus não é o poder nem a riqueza, mas sim a graça divina. Ser pobre de espírito não é fazer parte do clube “ai de mim”, nem dos que se fazem de vítima. Não é falsa humildade.

Como as bem-aventuranças são características daqueles que são cidadãos deste reino, o primeiro requisito é sentir a necessidade de ajuda divina e reconhecer sua pobreza espiritual. “A intuição de necessidade, o reconhecimento de nossa pobreza e pecado, é a primeira condição para sermos aceitos por Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 152).

O princípio dominante no mundo é outro: “Bem-aventurados os que são independentes.” A expressão “pobre de espírito” não se enquadra no mundo corporativo, onde as pessoas esbarram os ombros nos corredores das grandes empresas. Não se enquadra nas estrelas do esporte e do atletismo que querem ser as mais festejadas. Nem tampouco no pessoal afeito ao poder político, ou à procura de popularidade.

Falar hoje que alguém é pobre de espírito significa chamá-lo de “Zé Ninguém”. É uma referência feita a alguém sem iniciativa, que não sai da segunda marcha, e que sempre está perguntando o que é para fazer.

Quando se mencionava a pobreza nos tempos bíblicos, falava-se de pessoas que se igualavam ao status de mendigo hoje em dia. Um pobre não conseguia sobreviver sem a ajuda de alguém.

“Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e veem que em si mesmos nada possuem de bom, encontram justiça e força olhando a Jesus. […] Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 8, 9).


-> Música: Pollyanna Sampaio, “Adonai”
-> Narração: Amilton Menezes


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