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Palavras de sangue


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 172

A profecia que vamos estudar hoje está dentro de um dos capítulos mais tristes da história da humanidade. A liderança civil e religiosa da época teve a oportunidade de escolher. E escolheu erradamente.

Pilatos não sabia o que fazer com o prisioneiro que estava em seu poder. Imaginou um plano com a intenção de salvar a Jesus, mas deu errado. O povo escolheu Barrabás  para ser solto e Jesus crucificado. Não tendo mais vontade política de decidir, Pilatos acalmou a sua consciência, lavando as mãos e afirmando que ele era inocente do sangue daquele justo.

Alguém, porém, fez a seguinte sugestão: “E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:25).

O cenário desta profecia coletiva era de medo, confusão, indefinição, mentira, traição, inveja, ódio e amor. Todos estes sentimentos foram aos poucos se formando e tomando conta da multidão na manhã daquela fatídica sexta-feira em Jerusalém.

A liderança judaica já tinha feito o trabalho sujo na calada da noite e, bem de manhã, buscou apoio de quem os oprimia: os romanos. O povo aos poucos foi se aglomerando em torno do palácio e, incitado pelos líderes, começou a clamar pela morte de Jesus.
Os discípulos tinham fugido. Um tinha se tornado o traidor e tirara a própria vida. O que jurara fidelidade até a morte chegou ao ponto de praguejar para convencer que não tinha nada a ver com Jesus.

Percebe-se pelo relato bíblico que Pilatos queria libertar a Jesus pois as acusações eram muito fracas para condenar um homem à morte. Porém, com medo de ser denunciado a César, o imperador romano, preferiu contentar aos líderes e ao povo ordenando a crucifixão de Jesus.

Pilatos foi um líder fraco. Na hora de maior crise, quando deveria ser verdadeiro e justo, sucumbiu diante da pressão político-religiosa e da multidão que gritava. Perpetuou, com o gesto de lavar as mãos, sua fragilidade e fraqueza como autoridade.

Hoje também encontramos muitos líderes fracos. A única coisa que sabem fazer e pedir água para lavar as mãos, eximindo-se da responsabilidade de suas decisões. Temos também famílias com uma liderança fraca. Pais fracos, que não estabelecem limite para os seus filhos. Encontramos professores fracos, que não sabem ou não querem saber o que significa ser um educador. Encontramos líderes nos mais diversos escalões de poder, que agem sempre para tirar proveito próprio. Quanta falta fazem os bons líderes!
A profecia coletiva não demorou muito para acontecer. Em menos de quarenta anos, esta profecia começou a ser cumprida com o povo que pediu que o sangue inocente caísse sobre as suas cabeças.

No ano 70, o general Tito cercou a cidade de Jerusalém. Havia muita gente dentro de seus muros. Toda a comida acabou. Não havia nenhum tipo de alimento.

“A cidade de Jerusalém foi assaltada na ocasião da páscoa, quando milhares de judeus estavam reunidos dentro dos muros… Tão atrozes eram os transes da fome que os homens roíam o couro de seus cinturões e sandálias, e a cobertura de seus escudos. Numerosas pessoas saíam da cidade a noite, furtivamente, para apanhar plantas silvestres que cresciam fora dos muros da cidade, se bem que muitos fossem agarrados e mortos com severas torturas; e muitas vezes os que voltavam em segurança eram roubados naquilo que haviam rebuscado em grande perigo. As mais desumanas torturas eram afligidos pelos que se achavam no poder… milhares pereceram pela fome e pela peste. A afeição natural parecia ter-se destruído. Maridos roubavam de sua esposa, e esposas de seu marido. Viam-se filhos arrebatar o alimento da boca de seus pais idosos.

Os prisioneiros que resistiam ao cair presos eram açoitados, torturados e crucificados diante do muro da cidade. Centenas eram diariamente mortos desta maneira, e essa horrível obra prolongou-se até que ao longo do vale de Josafá e no calvário se erigiram cruzes em tão grande numero que mal havia espaço para mover-se entre elas” (O Conflito dos Séculos pg. 28-29).

Infelizmente não apenas esta vez que a profecia se cumpriu.  “Durante a segunda guerra mundial, somente nos campos de concentração, os nazistas aprisionaram e torturaram mais de 26 milhões de pessoas consideradas indesejáveis. Nesses locais, milhões de judeus morreram em câmara de gás”.

“Entre os anos de 1933 e 1945, o preconceito contra esse povo levou os líderes nazistas alemães a ordenar a morte de mais de 6 milhões de judeus em campos de extermínio. Todos os judeus eram obrigados a usar uma “Estrela-de-Davi”, amarela, que os identificava” (Enciclopédia Ilustrada do Estudante pg.305 e 353).

Amigo ouvinte, a profecia coletiva feita quando Cristo estava para ser crucificado tem se cumprido praticamente em cada geração dos judeus. A paz é algo que eles, infelizmente, não conhecem. É um povo que vive em constante apreensão. Nunca sabem onde o próximo carro bomba vai explodir.

A Bíblia diz que por nossas palavras seremos julgados (Mateus 12:37). Ao proferir qualquer palavra reflita primeiro, porque elas amanhã poderão voltar  sobre você. Nunca brinque com as palavras, pois há um Deus que a todas escuta, e no devido tempo, colhemos aquilo que semeamos.

Creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.

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