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Ouro no cofre


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01-04 TDR 822

TEMPO DE REFLETIR 822 – 1 de abril de 2016

“Amo os Teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado” (Salmo 119:127).

Certa vez, um grupo de índios apaches capturou um cofre do exército americano. O cofre pesava 200 quilos e tinha um segredo – uma combinação de números na fechadura. Os índios haviam observado o cofre sendo transportado de um posto do exército a outro, e tinham certeza de que havia ouro dentro dele. Mas como abri-lo?

Primeiramente golpearam a fechadura com pedras, esperando que, de tanto bater, ela se abrisse. Como isso não adiantou, eles atacaram a porta de aço com suas machadinhas. Depois de destruírem as machadinhas nessa tentativa, eles decidiram testar o cofre no fogo. Acenderam uma fogueira e assaram o cofre durante horas a fio. Mas não conseguiram obter o que queriam, pois o cofre apenas esquentou, mas não se abriu.

Daí os índios arrastaram o cofre pela encosta de uma montanha, e lá de cima empurraram por um penhasco, esperando que, ao cair pesadamente sobre as rochas lá embaixo, ele se abrisse como uma melancia. Nada. Só as rodinhas do cofre se quebraram e caíram. A seguir, eles apelaram para a tecnologia do homem branco, tentando explodi-lo com pólvora.  Mas o cofre resistiu. Então resolveram deixa-lo de molho dentro do rio, para ver se ele amolecia. Mas, uma semana depois o cofre continuava duro como sempre.

Quando a paz voltou a reinar na região, um ou dois anos mais tarde, o governo enviou uma tropa armada para resgatar o cofre. E eles o encontraram no fundo de um riacho, com o topo para fora d’água, e rodeado de pedaços de troncos. Foi levado de volta para o forte, e, ao ser aberto, ali estavam intactos 7 mil dólares em moedas de ouro. No século 19, isso era muito dinheiro.

O verdadeiro caráter cristão se assemelha a esse cofre indestrutível. Você pode jogar um indivíduo de caráter como Daniel numa cova de leões, ou numa prisão, como ocorreu com Paulo e Silas, e eles sairão de lá com o seu tesouro intacto.

José tinha apenas 17 anos e era um moço cheio de energia e sonhos quando seus irmãos o venderam como escravo para o Egito. No caminho, passaram perto das tendas de seu pai. José tinha tudo para se desesperar. Mas “sua alma fremiu ante a elevada resolução de mostrar-se fiel a Deus” (PP, p. 214).

Tal qual esse velho cofre, o caráter de José resistiu a todas as provas. E Deus o recompensou, alcançando-o da prisão para o palácio de Faraó.


-> Música: Henrique Ribeiro, “Quero viver com meu Rei”
-> Locução: Amilton Menezes

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