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O resultado da graça


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TEMPO DE REFLETIR 1884 – 27 de fevereiro de 2019

“À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo: Israelitas, por que vos maravilhais disto […] como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?” (Atos 3:12).

A evidência da conversão de Pedro se revela no livro de Atos. Ele vai ao templo com João. Encontram-se com um homem coxo e, em nome de Cristo o curam. Então, “todo o povo correu atônito para junto deles” (v. 11). Pedro estava no meio do círculo, sob holofotes, com o troféu da cura ao seu lado. Depois de tanto tempo ansiando poder, fama, prestígio, buscando ser o primeiro, tentando ser notado, chega a oportunidade. O irônico é que, quando ele tem a oportunidade, não tem mais o interesse. Pedro é outro homem. Desvia o foco da atenção de si para Jesus. “Por que fitais os olhos em nós?” (v.12). O espetáculo aqui não é a cura do coxo, mas a cura de Pedro. Transformado, ele aprendera qual é o lugar do discípulo.

O desdobramento da história aparece em Atos 4. Pedro e João são encarcerados “até o dia seguinte” (v.3). Dentro de algumas horas, ele teria outro encontro com Caifás. Da última vez, seu desempenho fora um vexame. Mas, agora, ele podia dizer com convicção que seria diferente. “No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos e os escribas com o sumo sacerdote Anás, Caifás […] e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote” (At 4:5,6). A reunião seria com os pesos-pesados do judaísmo. Um grupo poderoso, capaz de intimidar, tendo ainda nas mãos o sangue de Jesus.

“Mandaram trazer Pedro e João diante deles e começaram a interroga-los: ‘Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?’’” (v. 7, NVI). O circo está novamente montado. Com brilho de ódio nos olhos, eles não podem ocultar as intenções. A resposta vem de Pedro: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Tomai conhecimento […] de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em Seu nome é que este [coxo] está curado perante vós” (v.8-10).

Incrível! Pedro e João, cercados pelos poderosos representantes do Sinédrio, não retrocedem um milímetro. Caifás provavelmente pensou que poderia fazer a história daquela noite no pátio de sua casa se repetir. Pedro fala, mas note a qualificação: “Cheio do Espírito Santo”. A graça divina dera à sua voz um tom de autoridade e poder que fez estremecer o Sinédrio. Precisamente o que Deus quer fazer conosco.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Pai, não quero pedir outra coisa a não ser o poder do Espírito Santo em minha vida, tomando conta de cada decisão, de cada ato, de cada palavra. Por favor, em nome de Jesus, amém!


-> Narração: Amilton Menezes


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