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O pecado da presunção


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TEMPO DE REFLETIR 362 – 28 de dezembro de 2014

“Também de pecados de presunção guarda o teu servo; que eles não se assenhoriem de mim; então serei perfeito, e ficarei livre de grande transgressão” (Salmo 19:13, TB).

Davi chama os “pecados de presunção” de “grande transgressão”. A presunção é ainda conhecida como orgulho no seu mais alto grau, vaidade e soberba. Conhecendo a gravidade desse pecado é que Davi orava por uma libertação absoluta desse defeito. Essa atitude da mente é tida por Deus como bem próxima da tolerância zero. Ela se oculta no caráter e se revela no comportamento.

Presença é demasiada confiança própria. É dizer: “Fica onde estás, não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu” (Is 65:5). É aparentarmos ser muito consagrados e santos na igreja, mas – nos encontros sociais, no trabalho, em casa, na devolução dos dízimos, na observância do sábado e no respeito aos seus limites “de uma tarde a outra tarde” – nosso comportamento contradiz as pretensões de santidade.

Presunção é como o fariseu da parábola (Lc 18:11,12) que, todo satisfeito consigo mesmo, disse:: “Ó Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”. Acontece que o publicano ao qual ele se referiu, que se sentia esmagado e humilhado, e que, humildemente, orou: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador”, saiu do templo justificado e feliz, enquanto o fariseu presunçoso não, “porque todo aquele que se exaltar será humilhado”.

O fariseu e o publicano representam, por projeção, os dois grandes grupos de membros em que se divide a igreja em nossos dias. A que grupo o leitor desta meditação acha que pertence? Sua resposta deve ser estritamente pessoal e com muita sinceridade e oração.

Cuidado, porque “o mesmo mal que levou Pedro à queda e excluiu da comunhão com Deus o fariseu tornar-se hoje a ruína de milhares. Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 154).

A presunção é um defeito de caráter dos mais graves, mas há um remédio: muita oração e humilde comunhão com Deus, fé nas promessas de Jesus, estudo diário da Bíblia e a ajuda do Espírito Santo. Pedro venceu o pecado da presunção, e nós também poderemos vencê-lo.

“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4:6).

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-> Texto: Wilson Sarli
-> Música: Melissa Barcelos, “Página virada”
-> Narração: Amilton Menezes

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