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O bezerro de ouro


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TEMPO DE REFLETIR 202 – 21 de julho de 2014

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. I S. João 5:21.

Que o apóstolo João devesse terminar uma carta tão profunda em seus conceitos teológicos com esta advertência contra os ídolos, só se explica pela fascinação que a idolatria tinha sobre seus contemporâneos, sem excluir os membros da comunidade cristã. Ceder à idolatria, equivalia a renunciar à fé.

Chegando a Atenas, enquanto aguardava a vinda de Silas a Timóteo, Paulo teve ocasião de passear pela cidade e observar os objetos de culto popular. Apesar de sua reputação de ser um centro acadêmico, a cidade onde Platão e Aristóteles haviam ensinado, mais do que nunca era dominada pela idolatria. Que pessoas inteligentes e instruídas pudessem adorar “ídolos mudos”, era algo que enchia a alma do apóstolo de indignação. Observa Lucas: “O seu espírito se revoltava, em face da idolatria reinante na cidade.” Atos 17:16.

Ficaria Paulo menos revoltado se visitasse as grandes metrópoles de hoje e observasse as novas modalidades de idolatria que aí dominam? Não se erigem hoje estátuas a Apolo ou a Afrodite, a Marte ou a Mercúrio, mas as ideias que estes nomes encarnavam, ainda são objeto de culto. Tomemos Afrodite, conhecida aos romanos pelo nome de Vênus. Vênus era, no mundo pagão, a personificação do amor sexual. Não é o carnaval, que apaixona a milhões, uma glorificação e perversão da sexualidade? Não sacrificam multidões seu dinheiro e sua honra em homenagem a Vênus?

Ou tomemos Mercúrio, o deus do comércio. Não é a aquisição de riquezas a paixão dominante de nossa sociedade de consumo? O “bezerro de ouro” não é menos idolatrado hoje, do que foi no dia em que os israelitas em torno dele dançaram no Sinai.

A Natureza aborrece o vácuo, diziam os físicos. Fazendo-se o vácuo num recipiente, no momento em que se abre a válvula, o ar se precipita para encher o vazio. Se há um vazio no trono do coração, ídolos mudos precipitam-se para ocupá-lo. Aldous Huxley ligou causa e efeito, na declaração: “Um resultado da negação do monoteísmo é o politeísmo, a adoração de muitos deuses, de ídolos feitos pelos homens”. Aqueles que renegaram ao cristianismo acabaram idolatrando Hitler, Lenin ou Mao-Tse tung. “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”. Rom. 1:22

Vênus e Mercúrio são tão adorados hoje como o foram na antiguidade, embora tenham assumido outros nomes e outro garbo. O homem de hoje não é menos vulnerável à idolatria do que seus antepassados. Daí a advertência sempre oportuna do apóstolo João:
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”.

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-> Autor: Siegfried J. Schwantes
-> Música: Suelen Maia, “Quero adorar”
-> Narração: Amilton Menezes

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