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No caminho de Emaús


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TEMPO DE REFLETIR 1890 – 5 de março de 2019

“Um deles chamado Cleopas, perguntou-lhe: Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias?” (Lucas 24:18).

Ao longo da história religiosa, alguns personagens conversaram com estranhos anônimos, para depois descobrir que eram emissários divinos. Quando a identidade do mensageiro é descoberta, isso aumenta o mistério e o impacto do encontro, bem como o efeito retórico da narrativa.

Isso aconteceu numa tarde de domingo há quase 2 mil anos. Tristes, decepcionados, desiludidos, dois seguidores de Jesus iam para uma pequena cidade chamada Emaús, a 11 quilômetros de Jerusalém. Estavam comentando os eventos dos últimos dias, quando um estranho os alcançou e perguntou qual era o assunto de sua conversa. Mente anuviada pela incerteza, olhos turvados pelas lágrimas, eles não O reconheceram.

Surpreso, Cleopas, seu nome real ou simplesmente um nome dado por Lucas, como que censura o viajante. “Você é o único que não sabe o que aconteceu?” O estranho, então, passou a explicar-lhes o significado dos acontecimentos. Às vezes, em nossa cegueira, tal qual esse discípulo, pensamos que Jesus é o único que não sabe o que está acontecendo. Julgamos que Deus não entende as coisas. Imaginamos que o Salvador é um estrangeiro. Mas, na realidade, Jesus é o único que entende tudo. É aquele que está no centro dos acontecimentos. É o único que pode devolver a esperança.

“Nós esperávamos que era Ele que ia trazer a redenção à Israel”, disseram Cleopas e seu amigo. “E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu” (Lc 24:21). Para eles, a redenção não havia sido consumada. A morte de Cristo era um fracasso, o fim de um sonho, a destruição de uma esperança. Mesmo a notícia de que Jesus havia ressuscitado não os convencera. “Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram!”, disse Jesus (v.25). Será que nós também não demoramos a perceber o cumprimento das Escrituras e o significado dos acontecimentos?

Felizmente, ao se aproximarem do povoado, convidaram o Mestre para ficar com eles, pois a noite estava descendo. Ali, depois de receber o pão das mãos de Jesus, seus olhos foram abertos. Reconheceram o Salvador. Mas, nem bem haviam descoberto a identidade do estranho, Ele desapareceu. Em nossa vida, quando Cristo está conosco, muitas vezes não O percebemos; quando o reconhecemos, Ele vai embora, para que sintamos Sua falta.

Lamentando a própria insensibilidade, os dois discípulos correram de volta para Jerusalém. Ali, Jesus apareceu e confirmou a notícia da ressurreição.

Você também está transitando entre Emaús e Jerusalém? Deixe o Estranho explicar-lhe o significado dos acontecimentos.

Ore comigo: Obrigado, Pai, porque Tu entendes todas as coisas; sabe todas as coisas e, mesmo diante da nossa incredulidade, da nossa falta de fé, a Tua Palavra vem aquecer o nosso coração e transformar a nossa vida. Continue conosco, Pai, por favor. Em nome de Jesus, amém!


-> Narração: Amilton Menezes


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