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Nem no inverno ou no sábado


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 166

A profecia que vamos estudar neste momento foi feita por Cristo e faz parte do sermão profético. Está em Mateus 24:20 “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado”.

Para compreendermos esta declaração de Jesus, precisamos voltar para o inicio do discurso dEle lá no monte das Oliveiras.

Os discípulos haviam mostrado a beleza e a grande estrutura do templo. Jesus, porém, os advertiu de que não precisavam se orgulhar disso porque tudo seria destruído. Não ficaria pedra sobre pedra (Mateus 24:2). Tudo viraria pó.

Os discípulos fizeram, então, a pergunta lógica: “Quando serão essas coisas?” O Mestre então vai revelando alguns sinais de aviso que aconteceriam antes da destruição do templo e também sobre o fim do mundo, ou fim dos tempos.

Esta profecia, de Mateus 24:20 (Orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado), tem a ver diretamente com a destruição de Jerusalém e do templo. Jesus pede para que orem sobre o assunto.

A data da profecia é o ano 33 de nossa era. O cumprimento dela ocorreu quase 40 anos mais tarde.

A cidade de Jerusalém vivia dias de paz e prosperidade nos tempos de Jesus, apesar de estarem politicamente subordinados aos romanos. Após a rejeição de Cristo, com a morte dEle na cruz do calvário, a situação começou a mudar. Ouça essa declaração da escritora Ellen White: “Em seu ódio e crueldade para com os discípulos de Jesus, rejeitaram o último oferecimento de misericórdia. Afastou Deus então deles a proteção, retirando o poder com que restringia a Satanás e seus anjos, de maneira que a nação ficou sobre o controle do chefe que haviam escolhido. Seus filhos tinham desdenhado a Cristo. Satanás suscitou as mais violentas e vis paixões da alma. Os homens não raciocinavam; achavam-se fora da razão, dirigidos pelo impulso e cega raiva. Tornaram-se satânicos em sua crueldade. Na família e na sociedade, entre as mais altas como entre as mais baixas classes, havia suspeita, inveja, ódio, contenda, rebelião e assassinato. Não havia segurança em parte alguma. Amigos e parentes traiam-se mutuamente. Pais matavam os filhos e os filhos aos pais. Os príncipes do povo não tinham poder para governar” (Conflito dos Séculos, p. 25).

Mesmo diante de um quadro de caos espiritual e relacional, a profecia pedia que o povo orasse. Com certeza os cristãos lembravam-se dessa recomendação do Salvador e oravam continuamente sobre o assunto.

A história, porém, relata que “os judeus se revoltaram  contra os romanos no inicio do ano 66 D.C.” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol.3 pg.465). “Depois que os romanos, sob Céstio, cercaram a cidade, inesperadamente abandonaram o cerco, quando tudo parecia favorável a um ataque imediato. Os sitiados, perdendo a esperança de poder resistir, estavam a ponto de se entregar, quando o general romano retirou as suas forças sem a mínima razão aparente… Os acontecimentos foram encaminhados de tal maneira que nem judeus nem romanos impediram a fuga dos cristãos. Com a retirada de Céstio, os judeus  saíram ao encalço do exército de Roma, e o caminho estava livre para os cristãos fugirem sem serem molestados nem por judeus e nem por romanos… Nesta ocasião do cerco, os judeus estavam reunidos em Jerusalém para celebrar a festa dos Tabernáculos, e assim os cristãos em todo o país puderam escapar sem serem molestados. Imediatamente fugiram para um lugar de segurança- a cidade de Pela, na terra da Peréia, além do Jordão” (O Conflito dos Séculos, p. 27 e 28).

Pereba a preocupação de Jesus ao pronunciar a profecia e fazer o pedido que eles orassem para que a fuga da cidade não ocorresse no inverno ou no sábado. Se a fuga fosse no inverno, seria muito complicado para todos, especialmente mulheres, idosos e crianças.

Tampouco deveria ocorrer no sábado. Um dia separado por Deus desde a criação do mundo para ser uma pausa semanal de regozijo, alegria, comunhão e adoração. Jesus vê lá na frente, anos depois de Sua própria ressurreição, a necessidade da observância e respeito com o dia sagrado da semana. O tumulto, a confusão, o medo, a excitação e correria não seriam apropriados para o sétimo dia.

A história conta que os cristãos fugiram de Jerusalém, aproveitando a oportunidade. Viajaram cerca de 70 quilômetros, para o outro lado do rio Jordão. A fuga ocorreu na metade da semana e não foi no inverno.

O general romano voltou para Roma, onde assumiu o trono no lugar de Nero que tinha se suicidado.  Depois disso, no ano 70, enviou o filho, o general Tito, para voltar a cercar Jerusalém. Após vários meses de cerco, onde a fome matou milhares, a cidade foi tomada. Mais de um milhão de pessoas foram mortas. Alguns sobreviventes foram levados e vendidos como escravos ou jogados às feras nos anfiteatros de Roma (Conflito dos Séculos, p. 32).

Sabe quantos cristãos morreram na destruição de Jerusalém? Nenhum. Todos escaparam pois confiaram nas promessas e profecias de Jesus. Faça o mesmo. Confie nEle e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

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