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Leva-me para a rocha


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TEMPO DE REFLETIR 691 – 22 de novembro de 2015

“Desde os confins da Terra clamo por Ti, no abatimento do meu coração.  Leva-me para a rocha que é alta demais para mim” (Salmo 61:2).

Há momentos em que o ser humano sente-se longe de Deus. A vida espiritual pode estar bem. Não existe motivo aparente para sentir-se derrotado, mas a sensação de um Deus distante perturba a alma.  Isso é fruto da natureza pecaminosa que o ser humano carrega, mesmo depois da conversão. Esse tipo de sentimento estará dentro dele até que chegue o dia em que finalmente possa ver cara a cara a Jesus.

O salmo de hoje apresenta uma oração feita de todo o coração.  As orações devem ser assim. O formalismo é uma barreira intransponível para aproximar-se de Deus. Você deve dizer a Deus, na sua oração, o que está sentindo e não apenas o que acha que deve dizer.

Quando você ora de todo o coração, uma das primeiras coisas que reconhece é quão pequeno e finito é, e quão grande e poderoso é o Senhor. Isso cria em você o senso de dependência e não de insignificância. É um cristianismo doente aquele que leva a criatura a sentir-se distante de Deus.

Davi sentira que estava “nos confins” da Terra. Mas a criatura deseja sentir-se perto do Criador e, por isso, suplica: “Leva-me para a rocha que é alta demais para mim”.

Os padrões da vida cristã sempre estarão altos demais para o ser humano. No entanto, é justamente a obediência a esses padrões que garante a felicidade na Terra. Que situação contraditória. O salmista quer chegar perto, mas sente que a rocha é alta demais.

O que fez Deus para vir ao encontro do homem? “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). Referindo-se ao povo de Israel, Paulo afirma: “E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma Pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo” (1Co 10:4).

A palavra “pedra”, no texto original, é petra (rocha) e não lithos (pedra). Jesus é a rocha eterna e não “é alta demais”, no sentido de inatingível. Ele Se fez homem, veio a este mundo para guiar os seus passos e ser o seu refúgio constante.

Antes de sair para a luta da vida, diga hoje no seu coração: “Desde os confins da Terra clamo por Ti, no abatimento do meu coração.  Leva-me para a rocha que é alta demais para mim”.


Ficha Técnica:
-> Texto: Alejandro Bullon
-> Música: Erna e Márcio Sampaio, “Rocha eterna”
-> Locução e edição: Amilton Menezes
-> Finalização: Isa Vasconcelos

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