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Juramento farisaico (I)


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TEMPO DE REFLETIR 1282 – 5 de julho de 2017

“Nem jurareis falso pelo Meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:12).

Os escribas e fariseus eram excelentes pesquisadores da Bíblia. Eles conheciam todos os jotas e os tis da lei, e empenhavam-se em não transgredi-la publicamente. Naturalmente, eles não pensavam dessa maneira. Mas como não tivessem discernimento do íntimo significado da lei, sua interpretação legalista da letra da lei permitia-lhes apenas uma compreensão superficial da mesma. É essa falta de compreensão mais profunda do pecado e da lei que Jesus aborda no capítulo 5 de Mateus.

Os judeus, porém, conheciam o que a lei dizia acerca do juramento. Eles sabiam que não deviam jurar falsamente usando o nome de Deus. Mas sabiam também que podiam usar o nome de Deus em juramento. Essas eram as regras legais. Essas regras nada diziam a respeito de jurar falsamente em nome de qualquer outra coisa. Vejam só! Eles haviam descoberto uma evasiva.

Tal interpretação levou os escribas e fariseus a dividirem os juramentos em duas categorias: aqueles que eram absolutamente comprometedores e aqueles que não o eram. Qualquer juramento contendo o nome de Deus era absolutamente comprometedor; mas o juramento que evitava o nome de Deus não era considerado comprometedor. Esse raciocínio servia de alicerce para a prática evasiva de fazer juramento e pervertia o próprio princípio de falar sempre a verdade.

Nos dias de Jesus os escribas e fariseus consideravam que um juramento pelo templo não era comprometedor, mas um juramento pelo ouro do templo era. Igualmente, um juramento pelo altar não era considerado comprometedor, mas um juramento pela oferta que estava no altar era absolutamente comprometedor. Por tais esquemas e detalhes técnicos eles podiam se esquivar da honestidade e contudo ser “religiosos”.

Não é de admirar que Jesus tenha condenado tais práticas, tanto no capítulo 5 como no 23 de Mateus. Sendo que Deus é o Criador de todas as coisas, nada existe que não seja sagrado. Tudo pertence a Deus. Tudo está relacionado com o Seu nome.

Como cristãos, devemos ser transparentemente honestos. Precisamos evitar todas as maneiras sutis e não tão sutis de nos esquivarmos da verdade, pois servimos ao Deus da verdade.


-> Música: Pró-Música, “Tua Palavra”
-> Locução: Amilton Menezes

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