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Em busca de uma bênção


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24-02 TDR 1151

TEMPO DE REFLETIR 1151 – 24 de fevereiro de 2017

“Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se não me abençoares” (Gênesis 32:26).

Jacó havia lutado com seu irmão, Esaú, durante toda a sua vida. Antes do nascimento, “os filhos lutavam no ventre” (Gn 25:22). Quando cresceram, Jacó lutava com Esaú pela atenção e favor do pai, que preferia seu irmão. Poucas coisas ferem mais um filho do que o favoritismo paterno por outro irmão ou irmã. Finalmente, chegou o dia em que Isaque deveria dar a Esaú a bênção da primogenitura, o que, entre outras coisas, incluía a porção dobrada nas propriedades da família.

Fazendo-se passar por seu irmão, Jacó enganou o pai, quase cego. Quando descoberto, Esaú jurou mata-lo (Gn 27:41), o que o obrigou a fugir. Ele nunca mais veria sua mãe, e viveu muitos anos exilado. Por que Jacó agiu assim? Certamente ele sabia que sua encenação seria logo descoberta, e que seu pai nunca lhe daria o que planejara dar ao outro. Tudo o que Jacó conseguiu foi uma afirmação cerimonial. Por que ele perdeu tanto para ganhar tão pouco? Certamente houve razões teológicas, mas quero refletir sobre o lado humano da história. Talvez o que Jacó realmente desejasse fosse ouvir seu pai dizer: “Eu me alegro em você”. Ele ansiava por palavras de aceitação. Tinha o desejo de pertencer. Todos temos essa necessidade de saber que somos especiais e amados. A admiração daqueles que mais amamos é algo que está acima de qualquer recompensa. Ansiamos pela afirmação dos pais, do esposo ou da esposa e também de nossos colegas de trabalho. Isso é fundamental para nosso senso de valor próprio.

A vida de Jacó fora um constante esforço para atrair atenção e ser abençoado. Ele competiu com Esaú pela aceitação de Isaque. Mais tarde, lutou com Labão para poder casar-se com a bela Raquel. Mas nada funcionava conforme o planejado. Jacó sentia-se perplexo e interiormente vazio. Seus relacionamentos familiares foram todos complicados. Então, naquela noite, lutando com um desconhecido, finalmente percebeu que lutava com Deus. Agarrou-se à oportunidade e recebeu, afinal, aquilo pelo que lutara durante toda a sua vida. Isso começou com a mudança de seu nome.

Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10:17). Não importa quem você seja hoje, o seu senso de valor próprio pode tornar-se extremamente elevado, pois, para o Senhor da glória, você é especial e exclusivo, aceito e amado sem reservas.


-> Música: Arautos do Rei, “Eu não te deixarei”
-> Locução: Amilton Menezes

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