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Buzinas e terremotos


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TEMPO DE REFLETIR – 24 de janeiro de 2014

No ano de 2010 estive em Lima, Peru, por duas semanas. Na verdade em Ñaña, um bairro interiorano que está a uns vinte quilômetros do centro da capital, na Universidad Peruana Unión.  Fui estudar espanhol.

Numa tarde de folga tive o privilégio de conhecer Miraflores, o lado rico de Lima. Quem me levou foi Nick, professor da faculdade de comunicação da UPeU. Aos 24 anos de idade, na época, sonhava em casar com uma brasileira. Puxei assunto sobre terremotos no Peru. “São constantes”, respondeu. “Pequenos tremores. Em diferentes lugares. Todos os dias”, explicou.

E na capital? Nick explicou que Lima está sob uma placa tectônica muito sensível. Que poderá movimentar-se com força a qualquer momento. “Há quase 30 anos esperamos um terremoto de grandes proporções em Lima”, revelou ele com certa naturalidade. Ou seria resignação? “É possível que Miraflores desapareça pelo efeito de um maremoto ou tsunami.” Arregalei meus olhos azuis e mudei de assunto.

Fomos e voltamos em paz. O que me assustou em Lima foi, na verdade, o trânsito. Em alguns lugares, caótico como um terremoto. Para a maioria dos motoristas inexiste seta nos veículos. Só buzina. E, como buzinam! Acho que fiquei traumatizado com tanto barulho de buzina.

No dia seguinte voltei à Lima. No rádio a notícia de um terremoto de médias proporções, a 100 quilômetros da capital. Lembrei com saudades do Brasil e seus outros problemas.

Mas o que dá saudade mesmo e uma vontade imensa de ir é para a casa do Pai, conforme promessa de Jesus em João 14:1-3. Nunca mais terremotos, nunca mais insegurança, nunca mais barulho ou trânsito infernal, nunca mais dor ou sofrimento de espécie alguma. Nunca mais morte. Como almejo esse dia! Você também?

Reflita sobre isso, no dia de hoje!

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-> Texto: Amilton Menezes
-> Música: Alessandra Samadello, “A esperança é Jesus”
-> Narração: Amilton Menezes

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