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Bem-aventurado ou feliz?


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TEMPO DE REFLETIR 482 – 27 de abril de 2015

“Felizes são vocês, os pobres, porque o Reino de Deus é de vocês” (Lucas 6:20, BLH).

Cada uma das bem-aventuranças de Jesus, em Mateus e Lucas, começam com a palavra grega makarios. Essa palavra pode ser traduzida de várias maneiras, incluindo “Bem-aventurados” (ARA, ARC,NVI) e “felizes” (BLH, BV).

Existe a ideia de que crentes em Jesus são felizes e têm direito à felicidade. Afinal de contas, conforme notamos ontem, eles já são membros do reino de Deus.

Mas no conjunto, “felizes” é uma tradução inadequada para makarios, porque a maioria de nós vê a felicidade como um estado subjetivo. Isto é, felicidade é como nos sentimos. Sentimo-nos tristes ou felizes.

Mas a vida do cristão não é baseada em um sentimento subjetivo. Certa vez um rapaz veio até o meu escritório, totalmente frustrado porque não se sentia feliz. Esses sentimentos o haviam levado a um profundo desânimo espiritual. Afinal, Jesus não disse repetidas vezes que se ele era um cristão, seria feliz? Portanto, sendo que ele não estava feliz, não devia ser um cristão. Algo devia estar errado em sua vida, mas ele não conseguia imaginar o que era. Como uma pessoa sincera, ele estivera vivendo no abismo do desespero.

Expliquei a meu amigo estudante que ele havia entendido tudo errado. Nossa aceitação de Deus não está baseada em sentimentos subjetivos de felicidade ou tristeza, mas no fato objetivo de que Jesus morreu pelos nossos pecados e que todos os que aceitam o Seu sacrifício pela fé, já foram perdoados e adotados na família do concerto, e se tornaram cidadãos do reino.

Em outras palavras, ele era bem-aventurado não importava como se sentia. As boas novas são que nossa salvação é um fato consumado.

Assim, embora eu possa não me sentir feliz por ser “perseguido por causa da justiça” (Mt 5:10), posso ainda ter paz porque tenho sido abençoado por Jesus. Essa é a realidade. E enquanto existe a consciência de que posso ser feliz por causa dessa paz de coração, a bem-aventurança é mais do que felicidade. “Bem-aventurados”, disse Jesus, “os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus.”

Podemos orar? “Pai me ajuda nos momentos de prova e aflição. Me ajude a confiar, mesmo que tudo pareça escuro ou perdido, apertado pela perseguição por causa da Tua Palavra. Confio que Tua soberana vontade será manifestada no tempo e na hora certa. Em nome de Jesus, amém!


Ficha Técnica:
-> Texto: George R. Knight
-> Música: Nadson Portugal, “No abrigo dos Teus braços”
-> Locução e edição: Amilton Menezes
-> Finalização: Isa Vasconcelos

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