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A namorada que ninguém queria


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TEMPO DE REFLETIR 2279 – 28 de março de 2020

Gênesis 29:23: “À noite, conduziu Lia, sua filha, e a entregou a Jacó”.

O texto hebraico diz que Raquel, além de bela, tinha um porte formoso. Lia, a filha mais velha, porém, “tinha olhos baços” (Gn 29:17). Literalmente, “olhos caídos”, “sem brilho” ou “fracos”. Alguns têm assumido que sua visão era deficiente. A passagem, contudo, não diz que Lia tinha olhos deficientes, mas Raquel podia ver bem. O texto diz que Lia tinha olhos fracos, mas Raquel era bela. O ponto da narrativa é claro: Lia era particularmente sem atrativos e teve que sobreviver à sombra de sua fascinante irmã.

Provavelmente, seu pai sabia que nenhum homem jamais iria casar-se com ela ou oferecer-lhe um dote financeiro por essa garota. Por anos, ele deve ter imaginado o que faria com essa filha. Finalmente, ele encontrou a solução para o problema. Labão viu a oportunidade na paixão de Jacó por Raquel. Mas o que isso significou para a filha mais velha? Lia aparece como a filha que o pai não desejava e se torna a esposa que o marido não queria.

Em seu coração, ela estabelece um plano desesperado para ganhar a afeição do marido, emocionalmente distante dela. Os últimos versos do capítulo 29 do livro de Gênesis estão entre os mais pungentes da história bíblica: “Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda; ao passo que Raquel era estéril” (v.31). Ao dar à luz os primeiros filhos, Lia desejava que o marido a amasse. Ela disse: “Soube o Senhor que [eu] era preterida” (v.33). Também afirmou: “Agora, finalmente, meu marido se apegará a mim” (v.34, NVI). Lia havia colocado todas as esperanças e os sonhos em seu marido. Sua identidade perdera-se nele, julgando que os filhos o aproximariam dela. Contudo, vê cada dia nos braços daquela em cuja sombra ela vivera como um golpe novo numa ferida antiga. Cada filho parecia empurrá-la mais fundo no inferno de sua solidão.

Por fim, Lia desvia o foco de suas atenções com a concepção de Judá, de cuja linhagem, viria o Messias. Ela não estava mais fixada no marido: “Esta vez louvarei o Senhor” (v.35). Ela usa o nome Yahweh, o Deus pessoal da graça. Ela entregara os mais profundos desejos de seu coração nas mãos do Senhor. Labão e Jacó haviam roubado sua vida, mas agora ela a recebe de volta.

Você que me ouve, o que você tem a aprender com Lia?

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Obrigado, Senhor, porque muitas vezes, mesmo sendo abandonados, renegados, a Tua graça e o Teu amor não nos abandonam. Obrigado por essa consideração maravilhosa, Pai. Te louvamos em nome de Jesus, amém!


-> Narração: Amilton Menezes


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