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A cova dos leões ficará vazia


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 121

A profecia que vamos estudar neste programa está registrada no livro de Naum, capítulo 2:10 e 11 e diz o seguinte: “Ela está vazia, esgotada e devastada! Derrete-se o coração, tremem os joelhos, em todos os lombos há dor, todos os rostos empalidecem. Onde está agora o covil dos leões e os lugares onde alimentavam os leõezinhos, onde passeava o leão e a leoa, e o cachorro do leão, sem que ninguém que os espantasse?”

Todo o capítulo dois trata da destruição da cidade de Nínive. E isso é feito de forma figurativa. Nessa ocasião os assírios estavam no auge do poder. Eram temidos por todos os povos da época.

150 anos antes Jonas passara por Nínive onde aconteceu uma grande conversão naquela cidade. Infelizmente essa mudança não durou muitos anos. Agora, diante da mensagem de Naum, a reação é completamente diferente. Os assírios confiavam na força militar que possuíam.

A profecia, porém, avisa que chegará o dia em que a grande cidade de Nínive ficará vazia, esgotada e devastada.

Nos dias do profeta Naum, Nínive “era uma cidade populosa. Já na época de Jonas contava com uma população de 120 mil habitantes” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. 4, p.507).

Então, o que o profeta queria dizer com as expressões: esgotada e devastada? Simplesmente que ficaria completamente deserta, destruída.

Os arqueólogos descobriram que Nínive foi por muito tempo defendida pelas águas, porém, chegou o dia em que foi traída pelas próprias águas. Estas ajudaram na destruição.

A impotência dos líderes diante dos conquistadores seria tão grande que, na descrição do profeta, os joelhos tremeriam e o rosto se empalideceria.

Amigo ouvinte, nada mais destruidor do que uma consciência culpada. Quando a calamidade anunciada por Naum chegasse, o povo iria rever as suas ações e logo a mente seria despertada e chegariam então à conclusão que tudo o que estava acontecendo era conseqüência de atos perversos e maus.

A pior dor é a de uma consciência acusando que a situação que se está vivendo é conseqüência do que foi feito no passado. Isso é comum hoje em dia. Milhares que vivem atormentados por uma consciência culpada. Sem dúvida, não há pior tormento que isso.

Mas a boa notícia hoje é que não precisamos sofrer essa dor. A dor da consciência é fruto de uma vida de erro, sem confissão, sem arrependimento e perdão. Nenhum cristão precisa sofrer por isso. O pecado cometido deve ser confessado a Jesus. Ele oferece, gratuitamente, o remédio, ou seja, o perdão.

Se você não consegue dormir à noite, eu sugiro uma revisão geral em sua vida. Quem sabe há um pecado não confessado, não arrependido. Livre-se disso. Busque o bálsamo que cura todas as feridas e enterra o passado definitivamente. Jesus ainda pode perdoar. E Ele perdoa e esquece. Completamente.

Há uma outra lição muito importante para retirarmos deste estudo: o terror que Nínive causou a Judá reverteu contra ela mesma. A grande verdade é, amigo ouvinte, que tudo o que for feito para alguém, acaba, um dia, voltando ao seu ponto de origem. Se você está cometendo injustiça para alguém, prepare-se para recebê-la em troca muito em breve.

Este conceito está exposto de forma bem clara na Bíblia. “Quem faz injustiça receberá em troca a injustiça feita, e nisso não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:25). Nínive sempre foi cruel com os inimigos; finalmente recebe em dobro tudo o que plantou ao longo da existência. Paulo, no texto que lemos, afirma que o que faz injustiça, receberá a injustiça feita, e sobre este assunto não há acepção de pessoas. A lei da retribuição atinge a ricos e pobres, cultos ou ignorantes.

Amigo ouvinte, o que estamos semeando hoje? Estamos preparados para colher os frutos no futuro? Não esqueça, a lei da semeadura e colheita continua sendo infalível em nossos dias.

Os habitantes de Nínive, na visão profética, estavam pálidos pelos acontecimentos. Tudo o que por muito anos os protegera, agora se volta contra eles. As pernas tremem e a cor de seus rostos muda.

Por isso, na profecia de Naum, é feita a seguinte pergunta: “Onde está agora o covil dos leões, e os lugares onde alimentavam os leõezinhos, onde passeava o leão e a leoa, sem haver ninguém que as espantasse?”

Numa linguagem figurada, Naum comparou Nínive a um leão. “O leão era uma figura proeminente na Assíria, nas suas inscrições. Como leão, Nínive vivia, sem que ninguém a molestasse. O profeta, ironicamente, zomba do poderio assírio. Onde está a orgulhosa Nínive? Por 500 anos a Assíria procedeu como um leão contra os seus inimigos. Nunca se saciava no desejo de dominar. Seus dirigentes eram o terror para as nações. O medo dominava todos. Mas agora tudo estava no passado. Nínive reduzida ao pó e a glória da Assíria destruída” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.285).
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O profeta Naum fez esta profecia em torno do ano 640 AC. Como já disse, na época em que a profecia foi feita a vida em Nínive era a mais tranqüila possível. Assim, “no ano 612 AC, uma força combinada de Medos e Babilônicos atacou e capturou a cidade de Nínive, e dessa forma desapareceu para sempre o cruel império assírio” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia vol. 4, p.507).

Amigo ouvinte, em breve a misericórdia divina chegará ao fim com este mundo, como chegou com Nínive. Quando este dia chegar, qual será a sua reação? Seus joelhos irão tremer, e a cor vai mudar? Como ficará a sua consciência quando os juízos divinos caírem sobre este mundo? Ela o deixará em paz, ou será mais um instrumento para sua tortura?

Creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

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