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A comunidade dos famintos


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TEMPO DE REFLETIR – 19 de outubro de 2012

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Mateus 5:6

Meu pai, nascido perto de Estocolmo, Suécia, passou no mar boa parte de sua juventude. Ele navegou pelo mundo, primeiro em veleiros, depois em navios a vapor. Navegou duas vezes ao longo do Cabo Horn. Costumava contar histórias empolgantes e surpreendentes sobre os anos que passou como simples marinheiro. Em uma viagem terrível, o corrupto comissário de bordo, em parceria com o capitão, não embarcou suprimentos suficientes e os dois embolsaram o dinheiro não gasto.

O navio zarpou do porto de Hamburgo, Alemanha, navegou para o oeste do Mediterrâneo, pelo Estreito de Gibraltar, rumo ao Atlântico. Ao seguirem em direção ao sul, se depararam com uma região de calmarias onde as embarcações ficavam paradas aguardando o vento soprar. Os dias se transformaram em semanas e as semanas em meses para os desesperados tripulantes presos no navio, famintos dia e noite. Certo dia, os restos de comida e as batatas estragadas foram levados ao convés e a tripulação voou para cima do alimento sem pensar duas vezes.

A fome e a sede cada vez mais se tornavam o foco principal de sua vida. A existência mais básica se caracteriza por encontrar algo para alimentar o estômago faminto e água para saciar a sede.

Pessoas famintas sonham com comida. A Bíblia menciona esse fato: “Um homem faminto sonha que está comendo, mas acorda e sua fome continua” (Is 29:8). Em minha vida afortunada, raramente fui para a cama com fome; mas nas ocasiões em que isso aconteceu, sonhei com comida e acordei pensando nela.

Fico pensando: Quão famintos estamos por Deus? Se estivermos famintos por Ele, sonharemos com Ele e acordaremos pensando nEle?

Note que a quarta bem-aventurança, assim como todas as outras, é proferida no plural. Jesus fala com Seus seguidores como comunidade, não como indivíduos. Seu povo, os cidadãos do reino do Céu, é a comunidade dos famintos – famintos por Deus.

A maioria das pessoas na encosta da montanha naquele dia era composta por indivíduos comuns. Eles faziam apenas duas refeições por dia, refeições muito simples por sinal. A referência à comida deve ter feito com que começassem a salivar. Mas Jesus falou de um tipo de alimento mais precioso do que pão e peixe. Ele ofereceu o pão do Céu, o verdadeiro maná, o alimento de Seu reino: Ele mesmo.

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-> Texto: William G. Johnsson, do devocional 2012 “Jesus a preciosa graça”, da Casa Publicadora Brasileira.  http://www.cpb.com.br
-> Música: Quarteto Está Escrito, “Pão da vida”
-> Narração: Amilton Menezes

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