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A cabeça de ouro


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 073

No último programa começamos a falar da profecia de Daniel, capítulo 2. Vimos sobre o sonho do rei Nabucodonosor e o desespero dos sábios ao tentar descobrir qual era o sonho e a interpretação.

A profecia diz o seguinte: “Tu ó rei estava olhando, e viste uma grande estátua… A cabeça era de ouro fino, o peito e os braços de prata, e o ventre e as coxas de bronze, as pernas, em parte de ferro e em parte de barro… Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxilio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e barro, e os esmiuçou” (Daniel 2:32-34).

Daniel orou ao Senhor e recebeu a revelação do que o rei havia sonhado e também qual era a interpretação. Deus estava honrando aqueles que O haviam honrado. Deus, amigo ouvinte, sempre está pronto a honrar todos os que nos momentos de prosperidade ou adversidade têm a disposição firme de colocá-Lo em primeiro lugar.

O sonho profético tinha o propósito de revelar a Nabucodonosor que as nações não estavam sob o controle do monarca, mas sob o controle do Deus Todo Poderoso que ele estava começando a conhecer. Nabucodonosor teve então o grande privilégio de saber o futuro não só dele próprio como também o futuro do mundo todo. Agora estava nas mãos dele cooperar com o plano de Deus.

Imagino que Nabucodonosor ficou muito satisfeito porque o sonho que tivera e esquecera fora trazido à memória. Talvez você agora esteja perguntando: “Mas, Amilton, por que Nabucodonosor esqueceu o sonho?” Eu creio que ele esqueceu para que o grande Deus, o Criador do céu e da terra, pudesse ser introduzido na capital do mundo daqueles tempos. Deus, amigo ouvinte, tem planos e maneiras de fazer as pessoas conhecê-Lo, que nos surpreendem muitas vezes. Outra razão de Deus ter dado um sonho deste tipo ao rei é que Nabucodonosor pensava que Babilônia permaneceria para sempre e Deus queria que o rei soubesse que só Ele – o Criador – é Eterno.

Eu acredito que Nabucodonosor já confiava em Daniel e nesse momento estava quase que implorando que dissesse o que significava tudo aquilo que havia sonhado. “Por favor Daniel, diga-me o significa esta estátua?” E a resposta foi: “Tu, ó rei, és rei dos reis, a quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e a majestade, em cujas mãos entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem, os animais do campo e as aves do céu, e fez com que dominasse sobre todos eles. Tu és a cabeça de ouro” (Daniel 2:37-38).

Eu imagino que depois disso o rei respirou profundamente e Daniel interpretou o resto do sonho. A interpretação e o cumprimento dessas profecias serão estudados nos próximos programas.

Daniel dissera: “Tu és a cabeça de ouro.” Na grande estátua, o rei Nabucodonosor ocupava o lugar principal, o de maior destaque. Ele era a cabeça e tudo o que tinha alcançado foi permitido pelo Deus do céu. Todo o poder, toda a força, era um presente de Jeová. Nabucodonosor tinha que reconhecer que ele, o grande rei de Babilônia, não era nada aos olhos divinos.

Babilônia se tornou uma das cidades mais famosas do mundo antigo e Nabucodonosor foi o grande responsável. Dizem os historiadores que “em Babilônia estava o centro e o ponto inicial da civilização que mais tarde se espalharia através da Ásia Ocidental”. “Babilônia representava a cultura, a civilização, a literatura e o poder soberanamente controlador da religião.”

Tudo o que existia em Babilônia, em grande parte, se devia a Nabucodonosor através das conquistas militares que tivera. A arquitetura era ponto de referência. O ouro empregado era o mais puro e usado em abundância. “As imagens, o trono, as mesas, tudo era de ouro, escreveu o historiador Heródoto.” A riqueza era muito grande, o poder era mundial, a fama era inigualável; terreno fértil para germinar o  diabólico mal do orgulho e da arrogância. Tudo o que tinha conquistado não foi tributado como um presente do Deus do céu. Por isso uma doença fatal atingiu Nabucodonosor durante sete anos até que um dia ele reconheceu quem é o Deus verdadeiro. (Estudaremos mais a frente, qual foi essa doença e qual o elemento que a causou – Daniel 4:34-35).

Nabucodonosor realmente foi um homem privilegiado, pois em muitos momentos recebeu a orientação precisa de Deus. Somos hoje tão ou mais privilegiados que Nabucodonosor. Recebemos, dia após dia, revelações de Deus, não só de Daniel, mas de todos os profetas. O rei recebia orientações apenas de Daniel, nós recebemos de Jeremias, de Ezequiel, e dos demais profetas.

Nabucodonosor morreu em agosto ou setembro de 562 AC e foi sucedido pelo filho, Evil- Merodaque. Depois, Belsazar assumiu o trono.  Após o reinado desastroso de Belsazar, o império babilônico caiu nas mãos dos Medos e Persas. O tempo da cabeça de ouro estava passando e um novo império iria dominar o mundo.   Nabucodonosor foi o maior de todos os reis, mas os seus sucessores esqueceram do Rei dos reis. A cabeça caiu de uma forma vergonhosa. O que Deus anunciou no ano 603 AC aconteceu no ano 539 AC pela mão dos Medos e Persas.

Amigo ouvinte, Deus está no controle das nações. Ele é o único que sabe o futuro. Ele é o único em quem eu posso confiar. Ele é o único que merece a nossa adoração. Porque não deixar esse Deus maravilhoso guiar, dirigir a sua vida? Isto é o que Ele mais deseja. Você permitirá? Tome essa decisão e, não esqueça: creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

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