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A besta do abismo


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ENCONTRO COM AS PROFECIAS 240

No programa anterior, estudamos que as duas testemunhas, que João viu em visão, representam a Palavra de Deus, dividida no Velho e Novo Testamentos. A Bíblia tem testemunhado do poder salvador de Jesus nas mais diferentes épocas. Ela viveu vestida de saco por 1260 anos. Isto se cumpriu quando a igreja apostatada e o Estado se uniram para que apenas uma voz fosse aceita como sendo verdade, a voz da igreja romana. Durante este período a Bíblia e os seus estudantes foram procurados como pessoas perigosas para a sociedade.

O capitulo onze do Apocalipse, porém, traz mais uma surpreendente profecia. Ele está dentro da grande profecia dos 1260 anos que já vimos. Leiamos dos versos 7 ao 9 – “E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. E Jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde seu Senhor foi crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio e não permitirão que seus corpos mortos sejam postos em sepultura”.

Para que esta profecia seja bem compreendida, algumas coisas precisam ser clarificadas: Quem é a besta que sobe do abismo? O que o profeta queria dizer com a expressão “Sodoma e Egito”? Quando os três dias e meio se cumpriram?

Comecemos pela primeira: Quem é a besta que sobe do abismo? A palavra que João usou para descrever um poder político ou religioso foi “besta”, ou um animal, indomável, que tem muito poder.

No Apocalipse são mencionadas três bestas. Hoje vamos conhecer a primeira. Ela é descrita como surgindo do abismo. “Após a humilhação da Bíblia pelo papado na Idade Média durante mil duzentos e sessenta anos, que findaram em 1798, um novo poder surge para lhes fazer nova guerra. A profecia identifica o novo poder como a besta que sobe do abismo. Subir do abismo significa subir do caos, do anarquismo, da confusão política” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, 2ª. ed. 1982 p.161).

E o poder que surgiu no final do período dos 1.260 anos foi a França, bem na época da revolução. O objetivo era eliminar todas as religiões, inclusive a católica. Para tanto fizeram grandes movimentos para destruir a Bíblia. E foram mais longe: mudaram até o calendário, inclusive dos meses do ano. A semana foi ampliada de sete para dez dias, com um feriado para celebrar a república.

Os líderes franceses queriam mostrar ao mundo a sua completa repulsa a Bíblia e a Deus. Para que isto ficasse bem marcante, no “dia 10 novembro (calendário cristão), uma jovem foi escolhida para ocupar o lugar da estátua que representava a deusa da razão. Vestida de branco e de um manto azul, seu ondulante cabelo coroado com a boina vermelha da revolução, foi ela adorada na mais prestigiada catedral da França, onde por séculos as preces haviam sido erguidas à Maria” (idem, p. 295)

A França não queria mais saber de Deus e de Sua Palavra. A partir deste momento a razão seria a deusa ou deus de todos. Para mostrar que os franceses estavam falando sério, o soldados de Napoleão Bonaparte marcharam para a Itália com a intenção de dar o golpe mortal no maior centro religioso do mundo cristão. “Em 15 de fevereiro de 1798, soldados franceses invadiram a capela Sistina, em Roma, e conduziram o Papa ao exílio, aonde veio a falecer” (ibidem, p. 297).

A França passou a perseguir cristãos e a queimar os objetos de culto. Qualquer objeto que servisse para adorar a Deus seja ele da forma correta ou errada, era destruído. Milhares de pessoas foram mortas e as Bíblias foram queimadas. A besta que subiu do abismo estava cumprindo plenamente o seu papel.

A profecia diz que a grande cidade seria como Sodoma e Egito. Por que Paris foi comparada com Sodoma e Egito? “Sodoma representa o vicio e a luxuria. Ela simboliza com muita propriedade a exorbitante luxuria e vicio da realeza e da nobreza européias, e a orgia e imoralidade associada a Revolução Francesa. O governante do Egito, nos dias de Moisés, escravizou os israelitas e zombou: “Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel” (Êxodo 5:2). O Egito representa o frio ceticismo dos filósofos e a grande discriminação patrocinada pela Revolução Francesa” (idem, p. 311).

A profecia fala que a destruição iria durar três dias e meio. Veja que impressionante: um decreto da assembléia francesa aboliu a religião por três anos e meio. “Este período pode calcular-se a partir de 26 de novembro de 1793, quando se promulgou um decreto em Paris para abolir a religião, e perdurou até 17 de junho de 1797, quando a governo francês aboliu as restrições impostas quanto a pratica de atos religiosos” (C.B.A.S.D. vol.7, p.818).

Após o término desta revolução a Bíblia começou a ser difundida com toda a força. As sociedades bíblicas, que hoje conhecemos, começaram a surgir por volta do ano de 1800. E, conforme a profecia, as duas testemunhas voltaram a vida com força.

Vale a pena confiar na Bíblia, crer em Deus para permanecer seguro. Crer nos profetas dEle para prosperar.

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