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Na direção do país distante


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TEMPO DE REFLETIR 1316 – 8 de agosto de 2017

“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante” (Lucas 15:13).

A terceira história de Lucas 15, a parábola do filho pródigo, é a mais longa, mais conhecida, mais amada e mais citada das parábolas de Jesus. Mas, infelizmente, é pouco entendida. Ela representa a pincelada magistral no quadro que Jesus pinta de Deus. “Certo homem tinha dois filhos” (v. 11), Ele iniciou Sua história. “O mais moço deles disse ao Pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” (Lc 15:12). Tal pedido implica um desejo de morte, uma vez que na cultura oriental apenas com a morte do pai a herança estaria disponível. Em alguns dias, o filho transformou tudo em dinheiro e partiu. Isso significa que ele não pretendia voltar.

O pai poderia ter obrigado o filho a ficar. Mas isso adiantaria? O rapaz já estava emocionalmente distante. Esse é o ponto vulnerável do amor: ele pode ser rejeitado. O rapaz estava decidido a buscar a felicidade longe. A tragédia é que frequentemente buscamos a felicidade em lugares em que ela não pode ser encontrada. Nas buscas erradas da vida, já estamos permitindo que os fios dos ventos comecem a tecer a capa de nossos maiores desacertos.

Para onde a fantasia do moço o levou? Segundo Jesus, ao “país distante”. Onde fica tal país? Geograficamente, o “país distante” ficava entre os gentios, caracterizado pelos valores e moralidades pagãos. Espiritualmente, “o país distante” é a inconsciência de Deus. Viver como se Ele não existisse.

O jovem da história de Jesus fez da vida um carnaval. Viveu dias alegres e noites deslumbrantes, mas tinha um encontro marcado com o desastre. Gradualmente ele desceu ao seu inferno. As amizades duraram enquanto durou o dinheiro. Note a sequência: ele perdeu todo o dinheiro, começou a passar necessidade e ninguém lhe dava nada (Lc 15:14-16). Sua aparência radiante de príncipe tornou-se imersa em depressão e tristeza. Suas roupas custosas se converteram em trapos. As leis, os conselhos e a sabedoria desprezados tornam-se anjos vingadores.

A história desse filho é nossa biografia. Todos nos desviamos como ovelhas desgarradas. Em nossa cegueira e rebelião, tentamos criar paraísos precários: felicidade baseada em idolatrias, prazeres e aquisições, para descobrir o sabor amargo do desencanto. Porque, afinal, o país distante nunca poderá ser o nosso lar!


-> Música: Fernando Iglesias, “Volta”
-> Locução: Amilton Menezes

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