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A lei da vingança


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TEMPO DE REFLETIR 1287 – 10 de julho de 2017

“Vocês ouviram o que foi dito: Olho por olho, dente por dente” (Mateus 5:38).

Aqui temos uma referência ao antigo código da lei de talião, a lei da retaliação. Ele está entre os mais primitivos códigos de leis humanas. Assim, estava no Código de Hamurabi, que reinou na Babilônia antes do tempo de Moisés, mas de forma menos justa do que no Antigo Testamento.

A lei básica de talião é encontrada em pelo menos três lugares no Antigo Testamento. Em Deuteronômio 19:21, lemos: “Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente…” Em Levítico 24:19 e 20, lemos: “Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará”.

Por razões óbvias, essas leis são frequentemente citadas pelos críticos como sendo as mais brutais do Antigo Testamento. Mas, antes de criticarmos demais, precisamos considerar a intenção das mesmas.

Em primeiro lugar, é importante compreender que o objetivo dessas leis do Antigo Testamento não era crueldade legalizada, mas misericórdia. Pense por um momento na impetuosidade humana e na desforra. Minha tendência humana, quando alguém faz algo que me prejudica, é fazer pelo menos algo tão mau como o que me foi feito, ou pior se puder. Assim, a desforra descontrolada aumenta à medida que cada um retribui de maneira mais brutal. Uma inimizade sanguinária entre famílias em guerra é o possível resultado.

A legislação do Antigo Testamento foi dada para colocar limites na desforra. Assim ninguém pode insistir num castigo maior do que o merecido pelo crime.

Em segundo lugar, a lei não era imposta por indivíduos, mas pelo governo, na tentativa de manter a ordem civil. Era o juiz quem estabelecia os termos da punição. Na realidade, os judeus de épocas posteriores geralmente trocavam a lei de talião por fundos monetários.

Mesmo o que parece ser o lado cruel do Antigo Testamento precisa ser considerado à luz de um Deus misericordioso.


-> Música: Grupo Paz 2000, “Ele não mudou”
-> Locução: Amilton Menezes

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